01:19 25 Setembro 2021
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    A democrata Hillary Clinton, caso seja eleita presidente dos EUA, prosseguirá as políticas de Washington de agravamento do conflito na Síria.

    A opinião foi expressa pelo atual embaixador da Síria na China e ex-embaixador nos EUA, Imad Moustapha, à Sputnik Internacional.

    Durante os últimos debates presidenciais, Clinton prometeu aumentar os ataques aéreos contra o Daesh (grupo terrorista proibido na Rússia e em vários outros países) e continuar a apoiar as forças terrestres nas campanhas que têm por objetivo retomar a cidade de Raqqa na Síria.

    Segundo Moustapha, "poderá se tratar de apoio político mais estreito aos jihadistas-terroristas da assim chamada 'oposição moderada', de mais armas, munições e dinheiro para estes jihadistas; e de uso mais direto da força pelos EUA na Síria, sejam [ataques aéreos] 'por engano' ou de propósito".

    Além disso, durante sua campanha eleitoral, Clinton prometeu reforçar a presença norte-americana na região do Oriente Médio, criar zonas de exclusão aérea na Síria, aumentar a pressão sobre o presidente sírio Bashar Assad e intensificar apoio à oposição armada.

    Entre outras promessas da candidata democrata – a opção de armar os curdos, "os melhores parceiros dos EUA na Síria e no Iraque para combater o Daesh".

    Diferentemente de Clinton, o presidenciável republicano Donald Trump destacou que, se os rebeldes apoiados pelos EUA na Síria conseguirem derrubar o governo, a Síria poderá ficar em piores mãos do que com Bashar Assad. Ele também prometeu, que, caso seja eleito presidente, que será a favor da operação militar na Síria apoiada pela Rússia.

    Na opinião do embaixador, "inicialmente Trump seguirá seus instintos políticos e adotará a postura de não envolvimento no conflito sírio".

    A coalizão internacional liderada pelos EUA e composta por mais de 60 países têm realizado desde 2014 ataques aéreos contra o Daesh na Síria e no Iraque, sem coordenar suas ações com o Conselho de Segurança da ONU.

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    Tags:
    EUA, Síria, Iraque, Oriente Médio, Bashar Assad, Hillary Clinton, Donald Trump, Conselho de Segurança da ONU, Daesh, envolvimento, jihadistas, conflito sírio, oposição moderada
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