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Forças israelenses expandem manobras terrestres na Faixa de Gaza, diz porta-voz

© AP Photo / Ariel SchalitFumaça nos céus após ataque aéreo israelense. Faixa de Gaza, 22 de outubro de 2023
Fumaça nos céus após ataque aéreo israelense. Faixa de Gaza, 22 de outubro de 2023 - Sputnik Brasil, 1920, 27.10.2023
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Segundo Israel, os militares começaram a operação no território palestino nesta sexta-feira (27), dando início a uma nova escalada do conflito que já deixou mais de 8 mil pessoas mortas.
A informação foi confirmada pelo porta-voz das Forças de Defesa de Israel (FDI), Daniel Hagari, sobre a incursão na Faixa de Gaza, onde o número de mortos pelos bombardeios já ultrapassa 7 mil pessoas. O conflito, que dura 20 dias, estava restrito aos ataques aéreos, e a entrada do Exército no território era temida pela comunidade internacional. Tanques israelenses também já disparam contra a região. Mais tarde, o representante das Forças Armadas disse que a expansão das operações não é o início oficial da operação terrestre.
Imagens da agência AFP também chegaram a capturar intensos bombardeios na região norte do território, que Israel chegou a ordenar uma evacuação.
"Continuaremos a atacar na cidade de Gaza e nos arredores", disse o porta-voz em discurso televisionado. Hagari também declarou que Israel está "pronto para defender a segurança do país" em todas as frentes. Além da operação terrestre, devem continuar os bombardeios aéreos e, também, estão previstos combates no mar.
Ainda segundo o porta-voz, as operações terrestres ocorreram depois de uma série de ataques do Hamas contra as forças israelenses. Segundo a Autoridade Nacional Palestina, a medida drástica pode aumentar em pelo menos 15 mil o número de mortos no já devastado território, que enfrenta a maior crise humanitária da história.
Apesar do início do ataque por terra, os Estados Unidos disseram que as negociações com o Hamas para a libertação dos mais de 220 reféns seguem em andamento. O grupo foi capturado pelo movimento no dia 7 de outubro, quando ataques driblaram os sistemas de segurança e atingiram várias cidades de Israel. Também houve invasão pelas fronteiras do sul do país.
O diretor do departamento de operações da Cruz Vermelha, Martin Schupp, declarou à Sputnik que a situação na Faixa de Gaza, onde vivem cerca de 2,3 milhões de pessoas, é para além de "desesperadora".
Além disso, ainda há expectativa do maior ataque da Força Aérea de Israel desde o início da guerra, com uma intensidade sem precedentes. Sinais de sirene também soaram em Ashkelon, no sul de Israel, e áreas adjacentes a Gaza.

Hamas se manifesta após anúncio da incursão

O Hamas se posicionou depois que Israel anunciou a incursão terrestre para "cometer mais massacres e genocídios longe dos olhos da imprensa e do mundo". Além disso, o movimento apelou aos países árabes e à comunidade internacional para que sejam tomadas medidas imediatas para pôr fim à guerra perpetuada por Israel.
"Afirmamos que o nosso firme povo palestino não será intimidado por essas políticas fascistas, e a sua valente resistência não irá parar a revolução e a luta até que acabe essa agressão bárbara, além de derrotar a ocupação da nossa terra e dos nossos locais sagrados", afirmou.
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Corte de energia e Internet

A Faixa de Gaza vive um bloqueio por terra, água e mar desde o início do conflito, e só no último fim de semana começou a receber ajuda humanitária. Mesmo assim, os estoques de alimentos, remédios e combustíveis estão quase no fim. Nesta sexta, Israel anunciou mais uma medida que deve piorar ainda mais a situação do território: corte de energia elétrica e Internet.
A Sociedade do Crescente Vermelho Palestino alertou que a perda total de comunicação pode inclusive afetar o trabalho das equipes de ambulâncias dos hospitais.
"Estamos muito preocupados com a possibilidade de as nossas equipes continuarem a prestar os seus serviços de ambulância, especialmente porque essa interrupção afeta o serviço central de comunicações e impede a chegada de ambulâncias aos feridos", informa em comunicado divulgado pela agência de notícias WAFA.
Para o diretor da Cruz Vermelha, Martin Schupp, é difícil encontrar palavras para descrever o panorama atual em Gaza. "A situação na Faixa de Gaza é nada menos do que desesperadora. É difícil encontrar palavras sobre o que nossos colegas estão vendo", disse. Segundo ele, o nível de destruição das cidades, além de desespero e deslocamento forçado das pessoas, era enorme. A maioria mal tem acesso a água e comida.

Tensões no Oriente Médio

Na manhã de 7 de outubro, Israel sofreu um ataque com foguetes em escala sem precedentes a partir da Faixa de Gaza, anunciada pelo braço militar do movimento palestino Hamas. Depois disso, os combatentes da organização entraram nas zonas fronteiriças no sul de Israel.
Por conta disso, Israel entrou em estado de guerra e os ataques aéreos foram iniciados. Em poucos dias, os militares assumiram o controle de todas as áreas povoadas perto da fronteira com Gaza e realiza bombardeios contra alvos, incluindo civis.
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