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Especialistas revelam por que a adesão da Ucrânia à OTAN é pouco provável

© Sputnik / Mikhail Markiv / Acessar o banco de imagensBandeiras da OTAN e da Ucrânia
Bandeiras da OTAN e da Ucrânia - Sputnik Brasil, 1920, 10.07.2023
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Vários analistas expressaram sua opinião sobre a situação na Ucrânia e a forma como é vista pelo Ocidente. Eles concordam que o último a vê como um "campo de testes antirrusso".
A cúpula da OTAN será realizada na terça-feira (11) e quarta-feira (12) em Vilnius, Lituânia, e reunirá líderes de todos os países da aliança, incluindo Joe Biden, presidente dos EUA. A Ucrânia insiste em se tornar um membro pleno da aliança.
A Sputnik inquiriu especialistas sobre o motivo pelo qual os Estados-membros da OTAN não têm pressa em aceitar a Ucrânia na aliança.

Como tudo começou?

A Ucrânia solicitou uma adesão acelerada à OTAN ainda no final de setembro de 2022, em uma base acelerada e já naquele momento tal iniciativa foi considerada inoportuna.
Dmitry Kuleba, ministro das Relações Exteriores ucraniano, disse que Kiev não ficaria satisfeita com nenhuma decisão da cúpula da OTAN exceto o convite para ingressar na aliança. Já há relatos de que a Alemanha insistirá no adiamento da adesão devido ao medo de que tal medida possa levar a uma guerra com a Rússia.
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Além disso, há várias divergências entre os países da OTAN e entre a OTAN e a Ucrânia. Khadzhimurad Belkharoev, professor associado do programa de Segurança Econômica Internacional do Instituto de Economia e Negócios Mundiais da Universidade Russa de Amizade dos Povos (RUDN, na sigla em russo), disse que a Ucrânia está manipulando a consciência pública e busca atrair diretamente os países da OTAN para um conflito militar com a Rússia, o que não está na agenda.
"Ao tentar entrar na organização, o lado ucraniano sabe muito bem que isso é um sonho impossível. Os países da civilização ocidental atribuem à Ucrânia o papel de um campo de testes antirrusso, onde a população do país é bucha de canhão. A aliança adiará constantemente a admissão do país em suas fileiras para continuar as operações militares às custas do povo ucraniano", ressaltou o especialista à Sputnik.
Hassan Hanizadeh, politólogo iraniano e especialista em relações internacionais, concorda que há uma na OTAN sobre o tema, e opina que "a Ucrânia não tem o potencial político necessário para se tornar um membro dessa organização e o potencial militar exigido para ser membro desse bloco".
"Agora a Ucrânia está sendo usada como uma alavanca de pressão e uma plataforma para a guerra que os EUA e a OTAN desencadearam para esgotar [...] o Exército da FR [Federação da Rússia]. Infelizmente, nos últimos anos, a Ucrânia e seus líderes foram enganados pelas promessas enganosas da OTAN, dos EUA e dos líderes europeus, que acabaram entrando em uma guerra na qual o povo ucraniano acabou perdendo", notou o analista à Sputnik, acrescentando que não haverá decisão no decorrer da cúpula.
Quanto à declaração de Recep Tayyip Erdogan, presidente da Turquia, que falou a favor da adesão da Ucrânia à OTAN, İkbal Durre, cientista político e especialista em geopolítica turca e do Oriente Médio, a vê em declarações à agência como "nada mais do que uma formalidade" à luz da atual falta de vontade por parte dos outros Estados-membros de o fazer.

Riscos do fornecimento de armas à Ucrânia

Vitaly Danilov, diretor do Centro de Análise Aplicada de Transformações Internacionais da RUDN, referiu à Sputnik que nos países ocidentais há uma preocupação sobre o grande número de armas que está indo para o Oriente Médio.
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Andrei Suzdaltsev, professor associado da Faculdade de Economia Mundial e Política Mundial da Escola Superior de Economia da Universidade Nacional de Pesquisa russa, também observou a presença do problema do fornecimento descontrolado de armas.
"Há alguns dias, foram descobertas armas que foram fornecidas à Ucrânia. Elas retornaram a Paris. Ou seja, é claro que as armas estão saindo da Ucrânia, mas devíamos ser realmente objetivos. Esse problema existe de fato, mas temos que perceber que, no comércio ilegal de armas, agora não são apenas os ucranianos, mas também os poloneses. Eles roubam essas entregas até mesmo no local de descarregamento, no sul da Polônia", sublinhou o especialista à Sputnik.
Enquanto isso, Iqbal Durre, especialista em geopolítica turca e do Oriente Médio, vê a ajuda ocidental como sendo incapaz de fazer alguma coisa senão prolongar o conflito, com "mais baixas em ambos os lados". A prova disso, destaca à Sputnik, é a contraofensiva ucraniana ter falhado antes da cúpula de Vilnius.
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