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Bolsonaro muda tom sobre Ribeiro e aliados definem prisão do ex-ministro como 'pior momento'

© Foto / Clauber Cleber Caetano / Palácio do Planalto / CC BY 2.0Solenidade de Valorização dos Professores da Educação Básica, 4 de fevereiro de 20
Solenidade de Valorização dos Professores da Educação Básica, 4 de fevereiro de 20 - Sputnik Brasil, 1920, 22.06.2022
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Uma vez tendo defendido ex-ministro, presidente agora diz que ele tem que arcar com seus atos. Ao mesmo tempo, núcleo bolsonarista caracteriza ocorrido como "pior momento para campanha" de Bolsonaro. Entretanto, uma ala defendeu a postura do presidente: a dos evangélicos.
Após o ex-ministro da Educação, Milton Ribeiro, ser preso pela PF nesta quarta-feira (22), o presidente, Jair Bolsonaro (PL), – que alguns meses atrás disse que "colocaria sua cara no fogo" por Ribeiro – alterou o tom sobre o ex-ministro e afirmou que "ele tem que responder sobre os atos dele", indagando por que colocam a "culpa nele" pelo o que aconteceu.

"O caso do Milton [Ribeiro], pelo que eu estou sabendo, é aquela questão que ele estaria com uma conversa meio informal demais com algumas pessoas de confiança dele [...]. Mas, se tem algum problema, a PF está agindo. Está investigando. É um sinal que eu não interfiro na PF. Porque isso vai respingar em mim, obviamente. Eu tenho 23 ministros, mais uma centena de secretários, mais de 20 mil cargos comissionados. Se alguém faz algo de errado, pô, vai botar a culpa em mim?", afirmou Bolsonaro citado pela revista Veja.

Segundo aliados, a prisão de Ribeiro coroa o pior momento da campanha eleitoral do mandatário. Já apreensivos com a alta do preço dos combustíveis, pessoas próximas ao presidente e ouvidas pela Folha de São Paulo, dizem que a prisão abala ainda mais um dos pilares da campanha, que é o discurso anticorrupção, usado para fazer frente ao ex-presidente Lula na corrida presidencial.
De acordo com a mídia, a oposição, por sua vez, vai se aproveitar do episódio exatamente para apontar novas contradições no discurso de Bolsonaro de que não haveria ilícitos em sua gestão. Parceiros do petista, por exemplo, reforçaram nesta quarta-feira (22) a defesa da abertura de uma CPI para investigar o MEC.
O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, e seu chefe de gabinete, Ciro Nogueira, gesticulam durante uma cerimônia para comemorar o Dia do Forró, no Palácio do Planalto, em Brasília, Brasil 13 de dezembro de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 09.04.2022
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Entretanto, há um grupo que não se abalou após o ocorrido e saiu em defesa do chefe do Executivo: a ala dos evangélicos. Aliado de Bolsonaro, o pastor, Silas Malafaia, afirmou que Ribeiro "não representa" os evangélicos e negou que o caso possa respingar no presidente, segundo o jornal O Globo.
Já o presidente da Frente Parlamentar Evangélica, o deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), classificou a prisão como "triste episódio", porém, elogiou a postura de Bolsonaro em relação ao episódio, segundo a mídia.
Ribeiro foi preso hoje (22) pela Polícia Federal sob suspeita de ter cometido quatro crimes: corrupção passiva, prevaricação, advocacia administrativa e tráfico de influência.
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