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Mais um homem confessa participação nos assassinatos de Dom e Bruno no Amazonas, afirma mídia

© AP Photo / Eraldo PeresCriança segura flor diante de imagem de Dom Phillips e Bruno Pereira, em protesto em Brasília pelo duplo homicídio ocorrido em 5 de junho, em 19 de junho de 2022
Criança segura flor diante de imagem de Dom Phillips e Bruno Pereira, em protesto em Brasília pelo duplo homicídio ocorrido em 5 de junho, em 19 de junho de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 19.06.2022
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O último homem preso pela participação na ocultação dos corpos do jornalista britânico Dom Phillips e do indigenista brasileiro Bruno Pereira no Vale do Javari, dentro da Floresta Amazônica, confessou ter atuado no duplo homicídio neste domingo (19).
De acordo com informações do jornal Folha de S.Paulo, Jefferson Lima da Silva, conhecido como Pelado da Dinha, assumiu que participou das execuções da dupla, que desapareceu durante uma expedição na região que concentra a maior população de indígenas isolados do país.
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Três pessoas estão presas. Em nota divulgada hoje, a Polícia Federal (PF) disse que oito suspeitos participaram das mortes, sendo que os cinco restantes já foram identificados pelos agentes.

"O Comitê de Crise, coordenado pela Polícia Federal/AM, informa que até o momento há 3 suspeitos presos pela morte do indigenista Bruno Pereira e do jornalista Dom Phillips e outras 5 pessoas já foram identificadas por terem participado da ocultação dos cadáveres. As investigações continuam no sentido de esclarecer todas as circunstâncias, os motivos e os envolvidos no caso", afirma o texto.

Além de Silva, o pescador Amarildo Oliveira, o Pelado, já havia admitido ter realizado disparos contra Dom e Bruno.
Ele conduziu os oficiais da PF até o local onde os corpos foram enterrados, às margens do rio Itaquaí, na última quarta-feira (15).
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O terceiro preso é o irmão de Amarildo, Oseney Oliveira, o Dos Santos. Investigadores apuram se ele participou do duplo assassinato ou se ajudou na ocultação dos cadáveres.
Nos últimos dias, a PF confirmou que os restos mortais eram tanto do repórter quanto do indigenista, que era servidor licenciado da Fundação Nacional do Índio (Funai), desde quando foi exonerado em 2019, após uma operação de combate ao garimpo ilegal.
A perícia da PF apontou que Bruno e Dom foram mortos a tiros com armas de caça. Bruno foi assassinado com três tiros (dois no tórax e um na cabeça), enquanto Dom foi atingido por um disparo no tórax.
Os exames devem ser concluídos até a próxima quarta-feira (22), quando os restos mortais do indigenista e do jornalista serão entregues às suas respectivas famílias para sepultamento.
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