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América Latina não é 'quintal' dos EUA, afirma mídia estatal da China

© AP Photo / Andrew HarnikJoe Biden, presidente dos EUA, fala durante visita à empresa United Performance Metals, em Hamilton, Ohio, EUA, 6 de maio de 2022
Joe Biden, presidente dos EUA, fala durante visita à empresa United Performance Metals, em Hamilton, Ohio, EUA, 6 de maio de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 06.06.2022
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Em editorial, mídia estatal da China pede que os EUA respeitem países latino-americanos e caribenhos.
Em editorial publicado nesta segunda-feira (6), o Global Times ouviu especialistas e fez uma análise sobre a Cúpula das Américas, que será realizada em Los Angeles entre hoje (6) e sexta-feira (10).
A publicação entende que os EUA enfrentarão "uma situação embaraçosa", com muitos países da região não participando do encontro devido à recusa de Washington em convidar líderes de Cuba, Venezuela e Nicarágua.
Analistas chineses disseram que o "boicote" prova que a América Latina não é um "quintal" dos EUA, apontando que o declínio da hegemonia dos EUA significa que Washington "é incapaz de impedir que o continente busque autonomia e desenvolvimento baseado em seus interesses próprios".
© AP Photo / Liu ZhengO porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Zhao Lijian, em coletiva de imprensa no escritório da pasta, em Pequim, 6 de abril de 2022
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Zhao Lijian, em coletiva de imprensa no escritório do Ministério das Relações Exteriores, Pequim, 6 de abril de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 06.06.2022
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Zhao Lijian, em coletiva de imprensa no escritório da pasta, em Pequim, 6 de abril de 2022. Foto de arquivo
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Zhao Lijian, citado pela publicação, disse em coletiva de imprensa de rotina nesta segunda-feira (6) que a situação atual provou que a mentalidade dos EUA impulsionada pela "Doutrina Monroe" (diretriz estabelecida pelo país no século XIX que impedia a interferência europeia na América e estabelecia a liderança dos Estados Unidos no continente) e por seu "truque" de usar a "democracia" como uma ferramenta "para interferir e dividir os países" não é bem-vinda na região.
"Como anfitriões da cúpula, os EUA precisam parar com todas as suas abordagens hegemônicas e dar respeito concreto aos países da América Latina e do Caribe", disse ele.
Guo Cunhai, especialista em estudos latino-americanos da Academia Chinesa de Ciências Sociais, em Pequim, disse ao Global Times que a situação mostra que "os países da região estão mais unidos e desejosos de livrar o continente do controle dos EUA".

"Atualmente, não apenas o México e a Argentina, mas também o Brasil, provavelmente verão uma virada à esquerda nas eleições deste ano. Isso prova que a política dos EUA na América Latina falhou em cuidar dos interesses dos países regionais", disse Guo.

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A publicação afirma que "os povos de quase todos os países latino-americanos têm más lembranças da hegemonia dos EUA", dado que Washington "apoiou direta ou indiretamente o tráfico de drogas, a venda de armas e a corrupção em muitos países da região".
Heinz Dieterich, sociólogo e analista político alemão, disse ao Global Times que "as elites dominantes do poder dos EUA estão totalmente fora de contato com a realidade de hoje".
Por fim, Guo Cunhai lembrou que os EUA não receberam apoio da maioria dos países latino-americanos para suas sanções e acusações contra a Rússia após o início do conflito na Ucrânia, o que prova que "os países da região estão buscando um caminho de autonomia em vez de seguir cegamente os EUA".
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