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Brasil abre diálogo com agência internacional sobre combustível para submarino nuclear

© Foto / Divulgação / Marinha do BrasilSubmarino de classe Scorpène S40 Riachuelo, o primeiro do Prosub (Programa de Desenvolvimento de Submarinos) a ser lançado ao mar, em 2018
Submarino de classe Scorpène S40 Riachuelo, o primeiro do Prosub (Programa de Desenvolvimento de Submarinos) a ser lançado ao mar, em 2018 - Sputnik Brasil, 1920, 06.06.2022
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O Brasil iniciou discussões com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) com o objetivo de usar combustível nuclear em um submarino, disse o chefe da agência da ONU (Organização das Nações Unidas), Rafael Grossi, nesta segunda-feira (6).
O Submarino Convencional de Propulsão Nuclear (SCPN) Álvaro Alberto é a joia da coroa do Prosub (Programa de Desenvolvimento de Submarinos), projeto multibilionário lançado em 2008. Para a Marinha, o SCPN é o mais importante projeto tecnológico do Brasil na atualidade.
Quando pronto, significará prestígio internacional, pois apenas os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (Estados Unidos, China, Rússia, França e Reino Unido), além da Índia, detêm a tecnologia. Essas seis nações também já fizeram suas bombas atômicas.
O Brasil pode ser o primeiro país a submeter à AIEA um modelo de salvaguardas tecnológicas (o mecanismo de proteção e de vistoria de componentes sensíveis) voltado a um submarino movido a combustível nuclear e com armas convencionais, como torpedos de alta precisão, minas e mísseis SM 39 Exocet.
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"Outro acontecimento importante está relacionado à comunicação formal do Brasil para iniciar discussões com a Secretaria [...] da AIEA sobre um arranjo de procedimentos especiais para o uso de material nuclear sob salvaguardas na propulsão nuclear e na operação de submarinos", disse Grossi em uma reunião trimestral da AIEA, segundo apuração da Reuters.
A medida do governo brasileiro segue um movimento semelhante ao realizado, no ano passado, pelos Estados Unidos, Reino Unido e Austrália, conhecidos pelo pacto trilateral AUKUS, com planos para que a Austrália possa adquirir submarinos nucleares.
Submarinos movidos a energia nuclear, que podem permanecer submersos e no mar por muito mais tempo do que outros submarinos, representam um desafio de proliferação atômica particular porque operam fora do alcance dos inspetores da AIEA.
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