Membros da comitiva de uma delegação em frente da sede das Nações Unidas durante a 76ª sessão da Assembleia Geral da ONU em Nova York, 21 de setembro de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 09.11.2021
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União Europeia deveria se dissolver e reorganizar sem Polônia e Hungria, diz ex-presidente polonês

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Varsóvia, Polônia (imagem referencial) - Sputnik Brasil, 1920, 04.06.2022
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Um ex-presidente polonês crê que a União Europeia não deve continuar integrando a Hungria e a Polônia como Estados-membros, que diz estarem obstruindo as iniciativas-chave do bloco.
Lech Walesa, ex-presidente polonês (1990-1995), acredita que a União Europeia (UE) deveria se dissolver e criar uma instituição equivalente sem a Hungria e a Polônia, em vez de comprometer as iniciativas-chave do bloco.
"Se a Comissão Europeia der luz verde o Plano de Recuperação Nacional da Polônia pós-COVID-19 [KPO, na sigla em polonês], esta será a sua derrota. A UE, em vez de fazer compromissos com a Polônia, deveria se dissolver e criar uma nova comunidade no momento seguinte envolvendo a Alemanha e a França, mas excluindo a Polônia e a Hungria", disse no sábado (4) Walesa ao portal Interia.
Na quarta-feira (4) a Comissão Europeia aprovou o plano de recuperação pós-COVID-19 para a Polônia, alocando para ele mais de € 35 bilhões (R$ 179,14 bilhões). A decisão foi possivelmente influenciada pela assistência de Varsóvia à Ucrânia, após as preocupações anteriores de Bruxelas sobre o cumprimento dos princípios do estado de direito pela Polônia.
Em Kiev, ministro das Relações Exteriores da Áustria, Alexander Schallenberg, participa de coletiva de imprensa após reunião com representantes de Ucrânia, Eslováquia e República Tcheca, em 8 de fevereiro de 2022. - Sputnik Brasil, 1920, 24.04.2022
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Em dezembro de 2020, os estados-membros da UE acordaram um plano financeiro de longo prazo e um fundo para a recuperação da economia europeia, que sofreu significativamente com a pandemia da COVID-19. Em julho de 2020, os líderes do bloco europeu acordaram um pacote de ajuda de emergência de € 800 bilhões (R$ 4,09 trilhões, na conversão atual) para financiar a recuperação de todos os Estados-membros.
A decisão de vincular a alocação de fundos com a questão do Estado de direito foi tomada apesar das objeções da Polônia e da Hungria, que são frequentemente criticadas pelos países da Europa Ocidental por não cumprirem os princípios da UE.
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