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Brasil não está entre os copatrocinadores da reforma no Conselho de Segurança da ONU

© Folhapress / Luiz Roberto LimaReunião do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) em Nova York, nos EUA, em 12 de abril de 2017
Reunião do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) em Nova York, nos EUA, em 12 de abril de 2017 - Sputnik Brasil, 1920, 26.04.2022
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Os 193 membros da Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) votarão nesta terça-feira (26) uma resolução que exige que os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança justifiquem o uso do veto no futuro.
Visando diretamente Estados Unidos, China, Rússia, França e Reino Unido (os únicos detentores do direito de veto), a medida determina que os países devem prestar maiores esclarecimentos para o uso do veto no Conselho de Segurança.
A resolução foi apresentada por Liechtenstein e é apoiada pelos EUA e mais de 50 países.
Se aprovada, os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança serão obrigados a justificar seu uso do poder de veto.
A discussão sobre a medida se dá em meio às críticas da embaixadora dos EUA na Organização das Nações Unidas (ONU), Linda Thomas-Greenfield, direcionadas à Rússia. Ela acusa Moscou de supostos abusos de poder no uso de seu veto no Conselho.
Segundo informações da AFP, ainda não está claro se a reforma pressionaria os cinco membros permanentes a usar menos o veto, ou se criaria ainda mais vetos. Um diplomata entrevistado em condição de anonimato pela publicação disse que a medida vai "dividir" ainda mais a ONU.
© AP Photo / Richard DrewEmbaixador da Rússia na ONU, Vasily Nebenzya, fala no Conselho de Segurança das Nações Unidas, 31 de janeiro de 2022.
Embaixador da Rússia na ONU, Vasily Nebenzya, fala no Conselho de Segurança das Nações Unidas, 31 de janeiro de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 26.04.2022
Embaixador da Rússia na ONU, Vasily Nebenzya, fala no Conselho de Segurança das Nações Unidas, 31 de janeiro de 2022.
Ainda pela proposta, a Assembleia Geral deve ser convocada no prazo de dez dias úteis, após um membro permanente usar um veto, "para realizar um debate sobre a situação".
O Reino Unido e a França votarão a favor da iniciativa, embora tenham se abstido de copatrocinar.
Entre os copatrocinadores da resolução estão, além da Ucrânia, o Japão e a Alemanha, que esperam se tornar membros permanentes de um Conselho de Segurança potencialmente ampliado.
Além de seus cinco membros permanentes, o Conselho de Segurança também conta com dez membros eleitos por dois anos, sem direito de veto.
Mas nem o Brasil nem a Índia, dois outros potenciais candidatos a um cargo permanente no Conselho, estão na lista de copatrocinadores obtida pela AFP e divulgada pelo portal France 24. A posição dos países foi a mesma de China e Rússia.
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