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'Fracasso maciço': premiê da Austrália é acusado de falhar na questão do acordo China-Ilhas Salomão

© AFP 2022 / JASON EDWARDSPrimeiro-ministro da Austrália, Scott Morrison, e o líder de oposição, Anthony Albanese, durante primeiro debate da eleição federal marcada para maio de 2022, 20 de abril de 2022
Primeiro-ministro da Austrália, Scott Morrison, e o líder de oposição, Anthony Albanese, durante primeiro debate da eleição federal marcada para maio de 2022, 20 de abril de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 21.04.2022
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As Ilhas Salomão são uma nação soberana, então pressioná-la a não assinar um pacto de segurança com a China teria sido um passo errado, argumentou o primeiro-ministro australiano, Scott Morrison, na quarta-feira (20).
Ele respondia às críticas da oposição, após esta acusar o governo de ter sido incapaz de parar o acordo, descrito como um "fracasso maciço da política externa" australiana.
O líder do Partido Trabalhista da Austrália, Anthony Albanese, e a porta-voz para Assuntos Exteriores do partido de oposição, a senadora Penny Wong, criticaram o governo quanto ao acordo controverso durante um evento de campanha eleitoral no estado de Queensland na quarta-feira (20).
"A Austrália precisa fazer mais do que intensificar os slogans, precisa intensificar o envolvimento com nossos vizinhos das ilhas do Pacífico", disse Albanese.
Morrison, por sua vez, defendeu as ações de seu governo, afirmando que o gabinete respeita a soberania de Honiara. A Austrália tem tratado o povo das Ilhas Salomão como irmãos e não como crianças a quem se deve dar ordens, de acordo com suas palavras.
"Nossa visão é que não andamos por aí dizendo aos líderes das ilhas do Pacífico o que eles devem e não devem fazer. Você trabalha com eles com respeito e cuidado", afirmou Morrison.
O premiê defendeu ainda sua decisão de enviar na semana passada o ministro dos Assuntos do Pacífico, Zed Seselja, para a China, em uma última tentativa de impedir que o acordo fosse assinado. A oposição disse que deveria ter enviado a ministra das Relações Exteriores, Marise Payne. Conforme Morrison, a Austrália tinha que "calibrar" sua diplomacia ao lidar com questões sensíveis.
O acordo de segurança entre a China e as Ilhas Salomão foi recebido com preocupação pelos EUA e seus aliados do Pacífico, incluindo a Austrália. Pequim confirmou a sua assinatura na terça-feira (19), mas, de acordo com a sua política habitual, não publicou o texto do pacto.
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O porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Ned Price, afirmou na segunda-feira (18) que o acordo poderia desestabilizar as Ilhas Salomão e estabeleceria um "precedente preocupante" para toda a região do Pacífico. Em vista disso, Washington enviou a Honiara uma delegação chefiada por dois altos funcionários responsáveis pelos assuntos do Pacífico e pela segurança.
Na Austrália, o acordo de segurança externa tornou-se uma questão eleitoral. A Coalizão Liberal Nacional de Morrison e o Partido Trabalhista disputam a maioria, com a oposição ganhando força nas últimas semanas. A eleição federal está marcada para o dia 21 de maio.
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