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China medeia conversas entre Ucrânia e Rússia, mas papel não deve ser superestimado, diz ministério

© Sputnik / Sergei GunieevEm Moscou, o presidente da China, Xi Jinping (à esquerda), cumprimenta o presidente da Rússia, Vladimir Putin (à direita), em 5 de junho de 2019
Em Moscou, o presidente da China, Xi Jinping (à esquerda), cumprimenta o presidente da Rússia, Vladimir Putin (à direita), em 5 de junho de 2019 - Sputnik Brasil, 1920, 01.04.2022
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O diretor-geral do Departamento de Assuntos Europeus do Ministério das Relações Exteriores da China revelou que o país asiático está promovendo negociações entre as duas nações, mas que o papel de mediação não deve ser superestimado. O conflito não terminará apenas porque Pequim deseja isso, acrescentou ele.
Wang Lutong também informou que a China não é parte da operação militar especial na Ucrânia e que suas relações comerciais com outros países, incluindo a Rússia, não devem ser atingidas.
Ele disse que Pequim não recebeu qualquer pedido da Ucrânia para que a nação fosse garantidora da sua segurança.
"Sempre apoiamos um cessar-fogo e promovemos isso. No segundo dia deste conflito, o presidente chinês Xi Jinping conversou por telefone com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e a primeira rodada de negociações entre Rússia e China ocorreu alguns dias depois. No momento, cinco rodadas foram realizadas e já vemos algum progresso. Honestamente, acho que o papel chinês não deve ser superestimado porque foi uma decisão tomada por nações soberanas, esta foi uma decisão independente da Rússia", acrescentou o diplomata.
Lutong lembrou que, embora a China esteja exercendo um papel nas tratativas de paz, o país não interromperá seus negócios com a Rússia.

"Somos contra as sanções [impostas à Rússia]. A China não é parte do conflito na Ucrânia e não achamos que a cooperação comercial normal com outros países deve ser atingida. Até a Europa está envolvida em negociações normais com a Rússia, não encerrou seu comércio com a Rússia, e nossa cooperação comercial normal com Moscou não deve ser atingida", disse Wang, adicionando que houve o encontro entre China e União Europeia realizado nesta sexta-feira (1º).

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Na terça-feira (29), Kiev propôs um novo sistema de garantias de segurança para a Ucrânia.
O chefe da delegação russa, Vladimir Medinsky, disse que a Ucrânia exige que vários Estados sejam garantes futuros de sua segurança. Estes seriam os países-membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas, bem como a Turquia, Alemanha, Canadá, Itália, Polônia e Israel.
Mas o representante chinês disse que seu país não recebeu qualquer pedido por parte de Kiev.

"Não tenho conhecimento de nenhum pedido recebido", resumiu Wang.

Ele acrescentou que o assunto não foi discutido durante a cúpula entre a China e a União Europeia nesta sexta-feira (1º).
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Horas antes, o presidente da Ucrânia, Vladimir Zelensky, disse à emissora norte-americana Fox News que gostaria de ter a China do seu lado no conflito.

"Gostaria que a República Popular da China estivesse do nosso lado, mas, ainda assim, é uma escolha deles", declarou Zelensky.

O presidente ucraniano acredita que será difícil chegar à resolução sobre a operação militar especial sem uma comunicação direta entre a China e os Estados Unidos.
Nesta sexta-feira (1º), o presidente chinês Xi Jinping lamentou que a situação tenha atingido o estado atual.
Em 24 de fevereiro, a Rússia lançou uma operação militar na Ucrânia depois que as repúblicas separatistas de Donetsk e Lugansk solicitaram ajuda para defendê-las de ataques de tropas ucranianas.
O Ministério da Defesa russo disse que a operação visa apenas a infraestrutura militar ucraniana e que a população civil não está em perigo.
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