Membros da comitiva de uma delegação em frente da sede das Nações Unidas durante a 76ª sessão da Assembleia Geral da ONU em Nova York, 21 de setembro de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 09.11.2021
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Irã condena silêncio da imprensa internacional sobre 'execuções em massa' na Arábia Saudita

© AP Photo / Hani MohammedApoiadores do movimento houthi durante celebração religiosa em Sanaa, Iêmen, 29 de outubro de 2020 (foto de arquivo)
Apoiadores do movimento houthi durante celebração religiosa em Sanaa, Iêmen, 29 de outubro de 2020 (foto de arquivo) - Sputnik Brasil, 1920, 14.03.2022
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O Irã emitiu um comunicado nesta segunda-feira (14) repudiando o silêncio dos órgãos internacionais diante da execução em massa de 81 pessoas na Arábia Saudita.
Para as autoridades iranianas, a ausência de informações e até mesmo a falta de debate internacional sobre isso é um indicativo da falsa abordagem ocidental com relação aos direitos humanos.
O comunicado, segundo informações da agência IRNA, também apela para o fato de que este é o sétimo ano da guerra contra o Iêmen, liderada por uma coalizão da Arábia Saudita que inclui os EUA e os Emirados Árabes Unidos, destacando que, desta vez, o governo saudita comete violações em seu próprio território.
Em Saana, no Iêmen, cidadãos manipulam os destroços de um telhado de uma casa demolida por bombardeios de forças sauditas, em 18 de janeiro de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 18.01.2022
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"À luz da inação das organizações de direitos humanos, a Arábia Saudita mais uma vez cometeu violações generalizadas de direitos humanos e abusos de poder em seu próprio território", diz o comunicado.

Referindo-se ao massacre de mais de 370.000 civis no Iêmen, direta ou indiretamente pela coalizão, a nota afirma que "o Iêmen se transformou em um laboratório para verificação das grandes reivindicações dos chamados defensores dos direitos humanos".
O Ministério do Interior saudita disse no sábado (12) que o país executou 81 pessoas sob supostas acusações de cooperação com grupos terroristas.
O lutador iemenita Hassan Saleh apoiado pela coalizão liderada pelos sauditas após confrontos com rebeldes houthi na linha de frente de Kassara perto de Marib, Iêmen, 20 de junho de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 14.03.2022
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O Irã refuta o "ato desumano" do governo saudita, chamando a atenção de todos os países e autoridades internacionais para essa execução em massa.
A declaração também pede a todos os países-membros do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas que investiguem as diferentes dimensões do ato.
Os Estados Unidos fornecem à coalizão combustível e treinamento militar, além de acesso privilegiado à indústria bélica norte-americana.
No último dia 21, o vice-almirante americano Brad Cooper, da 5ª Frota dos EUA, anunciou que uma força-tarefa de drones será lançada para apoiar os aliados na região do Oriente Médio.
De acordo com o vice-almirante, além de apoiar os aliados, os drones vão patrulhar as principais áreas de produção e transporte de petróleo, incluindo o estreito de Ormuz, o canal de Suez e o estreito de Bab el-Mandeb, no Iêmen.
© REUTERS / ALI OWIDHAUm soldado do governo iemenita dispara arma montada em um veículo na linha de frente do combate contra os houthis em Marib, Iêmen, em 28 de março de 2021
Um soldado do governo iemenita dispara arma montada em um veículo na linha de frente do combate contra os houthis em Marib, Iêmen, em 28 de março de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 14.03.2022
Um soldado do governo iemenita dispara arma montada em um veículo na linha de frente do combate contra os houthis em Marib, Iêmen, em 28 de março de 2021
Brad Cooper afirmou à agência de notícias AP que o Irã é considerado pelos EUA "a principal ameaça regional" no Oriente Médio.

O que acontece no Iêmen?

O Iêmen passa por um conflito armado entre as forças do governo e os rebeldes do movimento houthi desde 2011.
A partir de 2015, uma coalizão liderada pela Arábia Saudita passou a realizar operações militares contra os rebeldes iemenitas, que controlam a capital do país e extensas áreas ao norte e oeste.
A Organização das Nações Unidas (ONU) considera que o Iêmen vive a mais grave crise humanitária do planeta, com mais de 80% da população sob necessidade de proteção. Segundo publicou a organização, mais de 16 milhões de iemenitas passam fome.
Pessoas inspecionam os destroços de edifícios que foram danificados por ataques aéreos da coalizão liderada pela Arábia Saudita, em Sanaa, Iêmen, terça-feira, 18 de janeiro de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 21.01.2022
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