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Houthis condenam Arábia Saudita e Emirados Árabes por bombardeio de área residencial no Iêmen

© REUTERS / Khaled AbdullahEm Saana, no Iêmen, cidadãos manipulam os destroços de um telhado de uma casa demolida por bombardeios de forças sauditas, em 18 de janeiro de 2022
Em Saana, no Iêmen, cidadãos manipulam os destroços de um telhado de uma casa demolida por bombardeios de forças sauditas, em 18 de janeiro de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 18.01.2022
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O Ministério dos Direitos Humanos do movimento houthi condenou a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos por bombardearem áreas residenciais na capital iemenita de Sanaa. O ataque matou pelo menos 23 pessoas.
Na noite da segunda-feira (17), a coalizão árabe liderada pela Arábia Saudita anunciou uma campanha de ataques em Sanaa em resposta às agressões houthis contra os Emirados Árabes Unidos.

"Os aviões da coalizão árabe atacaram a área residencial de Libby em Sanaa. Vinte e três pessoas morreram. Eles atacaram casas de civis inocentes, [o que é] outro crime dos regimes saudita e dos Emirados [Árabes Unidos], que viola todos os princípios e leis humanitárias", disse o ministério em um comunicado, conforme citado pela emissora Al-Masirah, ligada ao movimento houthi.

O ministério pede que as organizações humanitárias e de direitos humanos se posicionem diante do ataque contra civis no Iêmen. Ainda segundo a emissora, cinco prédios residenciais foram completamente demolidos e outros dez ficaram danificados. Há pessoas presas sob escombros na região atingida.
© AP Photo / Nariman El-MoftyO lutador iemenita Hassan Saleh apoiado pela coalizão liderada pelos sauditas após confrontos com rebeldes houthi na linha de frente de Kassara perto de Marib, Iêmen, 20 de junho de 2021
O lutador iemenita Hassan Saleh apoiado pela coalizão liderada pelos sauditas após confrontos com rebeldes houthi na linha de frente de Kassara perto de Marib, Iêmen, 20 de junho de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 18.01.2022
O lutador iemenita Hassan Saleh apoiado pela coalizão liderada pelos sauditas após confrontos com rebeldes houthi na linha de frente de Kassara perto de Marib, Iêmen, 20 de junho de 2021
O conflito entre as forças do governo iemenita e os houthis já dura mais de seis anos, sendo que a crise no país se estende desde 2011. A situação se agravou depois que a coalizão militar liderada pela Arábia Saudita se juntou ao conflito do lado do governo iemenita em 2015, quando passou a realizar operações aéreas, terrestres e marítimas contra o movimento rebelde.
Devido à situação de conflagração, o Iêmen vive a mais grave crise humanitária do planeta, segundo informações da Organização das Nações Unidas (ONU). A organização afirma que mais de 80% da população de 24 milhões de iemenitas precisam de ajuda humanitária e proteção. Segundo aponta a UNICEF, mais de dez mil crianças morreram durante a crise no país.
Ainda segundo a ONU, estima-se que mais de 16 milhões de pessoas passem fome no Iêmen e que pelo menos 50 mil vivem famintas. Além disso, o país convive com uma epidemia de cólera e com os efeitos da pandemia da COVID-19.
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