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Putin retomou avanço das tropas russas na Ucrânia após recusa de negociações, diz Kremlin

© Sputnik / Aleksei MayshevKremlin em Moscou, Rússia (imagem referencial)
Kremlin em Moscou, Rússia (imagem referencial) - Sputnik Brasil, 1920, 26.02.2022
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O porta-voz presidencial russo apontou que, apesar de Vladimir Putin ter parado o avanço das tropas envolvidas na operação especial na Ucrânia, a proposta de negociações foi rejeitada.
Vladimir Putin, presidente da Rússia, deu na sexta-feira (25) uma ordem para parar o avanço das tropas enquanto esperava negociações com Kiev, relatou Dmitry Peskov, porta-voz presidencial russo.
"Ontem [25], devido às esperadas negociações com a liderança ucraniana, o comandante-em-chefe e presidente da Rússia deu uma ordem para parar o avanço das principais forças russas", disse ele neste sábado (26) aos repórteres.
"No entanto, os combates continuaram em vários lugares, houve confrontos com grupos móveis de nacionalistas e banderistas [em referência a Stepan Bandera, colaboracionista nazi ucraniano durante a Segunda Guerra Mundial], que usavam veículos leves e caminhões, nos quais instalaram armas, à semelhança dos jihad-mobiles, só que agora eles são chamados de bandera-mobiles", continuou o porta-voz.
Comboio militar russo em rodovia próxima à fronteira russo-ucraniana, região de Belgorod, Rússia - Sputnik Brasil, 1920, 26.02.2022
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Ante a recusa de negociações, indicou, a Rússia retomou as operações militares.
"Devido ao lado ucraniano basicamente rejeitar as negociações, hoje [26] foi retomado o avanço das forças russas, em conformidade com o plano de realização da operação", anunciou.
Peskov também comentou as sanções ocidentais à Rússia.

"Agora será necessária uma análise adicional e a coordenação do trabalho pelos respectivos ministérios. E, obviamente, estão sendo tomadas imediatamente medidas para minimizar os efeitos dessas sanções, o bom funcionamento de todos os setores da nossa economia, dos sistemas da nossa economia. Existem todas as possibilidades e potencial para isso", segundo o representante do Kremlin, acrescentando que esse potencial foi criado "para estas situações".

"As sanções dos últimos dias são bastante sérias. Nós também nos preparamos para elas de forma séria e antecipada", disse ele.
O porta-voz presidencial da Rússia referiu ainda que estão sendo feitas análises de como responder às sanções.

Como começou a operação militar

Na madrugada de quinta-feira (24) Vladimir Putin, presidente da Rússia, anunciou uma operação militar na região de Donbass. A operação começou após um pedido de assistência militar feito pelas recém-reconhecidas repúblicas populares de Lugansk e Donetsk. Putin disse que toda a responsabilidade pelo sangue derramado recai sobre o governo em Kiev, instou os militares da Ucrânia a não cumprirem as ordens, a deporem as armas e a voltarem para casa.
Segundo o governo russo, as operações na Ucrânia têm como objetivo desmilitarizar o país e combater a presença de neonazistas, garantindo a segurança da região de Donbass e da Rússia.
Após o começo da operação em Donbass, os países ocidentais têm anunciado rodadas de sanções todos os dias, incluindo contra empresários e bancos russos, e até contra Putin e Sergei Lavrov, ministro das Relações Exteriores da Rússia. Além disso, tem sido discutida a desconexão russa do sistema de pagamentos internacional SWIFT, apesar da falta de consenso sobre essa questão.
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