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Moscou: Rússia responderá com 'medidas técnico-militares' se propostas de segurança forem rejeitadas

© Sputnik / Maksim BlinovVista para o Kremlin, a Catedral de Pokrovsky e a ponte sobrevoando o Parque Zaryadye, em Moscou, Rússia
Vista para o Kremlin, a Catedral de Pokrovsky e a ponte sobrevoando o Parque Zaryadye, em Moscou, Rússia - Sputnik Brasil, 1920, 17.01.2022
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A atual "situação crítica" é resultado da expansão da OTAN, pelo que devem ser tomadas medidas proporcionais, afirmou o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia.
A OTAN sabe como Moscou responderá se as propostas russas de garantias de segurança na Europa não forem aceitas, disse Aleksandr Grushko, vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia.

"Na OTAN sabem perfeitamente que medidas técnico-militares russas estão em causa. Nós não escondemos nossas possibilidades, agimos de forma muito transparente", comentou ele em entrevista publicada na segunda-feira (17).

Na opinião de Grushko, "tudo vai depender de como a situação evoluirá, do potencial militar que venha a ser utilizado contra nossos interesses".
O alto responsável russo referiu que as propostas russas para reformular a segurança europeia têm em conta a reciprocidade das medidas de redução da escalada, mas que seria errado fazê-las totalmente proporcionais tendo em conta o que foi feito pela OTAN até agora.
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"Em geral, se você ler atentamente nossas propostas, há muita coisa que é elaborada na base da reciprocidade. Por exemplo, sugerimos retirar os exercícios das zonas de contato ao longo da fronteira da Rússia (e países que fazem parte da aliança militar com ela) e a OTAN. Ou seja, a reciprocidade está prevista aqui", explicou.
O vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia sublinhou que "não é necessário falar de simetria absoluta", pois a atual "situação crítica" é resultado do "alargamento e aproveitamento militar dos territórios dos novos países".
"A infraestrutura militar se aproximou centenas e milhares de quilômetros das fronteiras russas", resumiu Aleksandr Grushko.
Na última segunda-feira (10) a Rússia e a OTAN realizaram uma rodada do diálogo sobre a estabilidade estratégica em Genebra, seguida na quinta-feira (13) por consultas em Viena, Áustria, no quadro da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE, na sigla em inglês). Nessas últimas negociações foram discutidas as medidas de segurança que Moscou propôs à OTAN e aos EUA no final de 2021.
Em 17 de dezembro, Moscou publicou um projeto de acordo para reformular a segurança europeia, que preconiza o fim da expansão da OTAN para leste, incluindo para a Ucrânia, e a não implantação de mísseis, armas nucleares ou meios militares nas proximidades das fronteiras de ambos os lados.
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