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Rússia 'reabasteceu' mercados europeus em meio à crise energética, destaca Putin

© AP Photo / Dmitry LovetskyConstrutor fala ao telefone ao lado de gasoduto da empresa russa Gazprom, em São Petersburgo, Rússia (foto de arquivo)
Construtor fala ao telefone ao lado de gasoduto da empresa russa Gazprom, em São Petersburgo, Rússia (foto de arquivo) - Sputnik Brasil, 1920, 27.10.2021
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A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, disse aos líderes da União Europeia (UE) que a Rússia aumentará as reservas de gás nos reservatórios alemães.
Merkel "declarou na semana passada aos líderes da UE que a Rússia se comprometeu a aumentar o volume de gás natural armazenado na Alemanha", mas, ao mesmo tempo, observou que "há poucas evidências desse aumento das reservas no momento", reporta o jornal Financial Times nesta quarta-feira (27).
A Comissão Europeia já tinha declarado que os preços do gás têm um caráter cíclico, e que uma das causas de seu atual aumento é a recuperação da economia mundial. Da mesma forma, destacou também que a gigante russa Gazprom, principal fornecedora de gás para a UE, embora cumprindo contratos de longo prazo, não respondeu ao aumento da demanda, como fez em outros anos.
Nesta quarta-feira (27), o presidente russo, Vladimir Putin, informou que a Gazprom compensou a escassez de gás norte-americano na Europa, sendo que o volume do suprimento fornecido acabou sendo ainda maior do que o retirado pelos EUA do mercado europeu.
"Temos discutido repetidamente sobre as razões desta situação [crise energética na Europa], [...]. Isto é uma diminuição de nossa própria produção de gás na Europa, uma redução no fornecimento de gás natural liquefeito para os mercados europeus, principalmente vindo dos EUA [...]. A propósito, a Gazprom os [mercados europeus] reabasteceu, chegando a fornecer mais do que os EUA e fornecedores do Oriente Médio retiraram", declarou Putin.
A Gazprom, por sua vez, informou este mês que entre janeiro e setembro de 2021, suas exportações de gás aumentaram em 15,3%, ou seja, para 145,8 bilhões de metros cúbicos, sendo o segundo maior indicador para os primeiros nove meses do ano de toda a história de suprimentos da gigante russa.
"Alexey Borisovich [Miller, diretor-executivo da Gazprom], eu lhe peço para depois de terminar de bombear gás para as instalações de armazenamento subterrâneo na Rússia até 8 de novembro, ou em 8 de novembro, que comece a trabalhar de forma eficiente e planejada para aumentar o volume de gás nas instalações de UGS [sigla inglesa para armazenamento subterrâneo de gás] na Europa, na Áustria e na Alemanha", pediu o presidente russo.
Putin acrescentou que essa iniciativa vai tornar "possível cumprir de forma confiável, estável, e ritmada, suas [Gazprom] obrigações contratuais para fornecer gás aos parceiros europeus no período entre o outono e o inverno [no Hemisfério Norte]. E, entre outras coisas, certamente contribuirá para uma situação mais favorável no mercado energético da Europa como um todo".
Miller, por sua vez, respondeu positivamente ao pedido do presidente russo, planejando terminar o bombeamento de gás nas instalações de UGS russas em 8 de novembro.
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