Stoltenberg vê desenvolvimento da China e parceria Pequim-Moscou como ameaça à segurança da OTAN

© AFP 2022 / CARLOS COSTASecretário-Geral da OTAN, Jens Stoltenberg, fala durante 67ª Assembleia Parlamentar da OTAN, em Lisboa, Portugal, em 11 de outubro de 2021
Secretário-Geral da OTAN, Jens Stoltenberg, fala durante 67ª Assembleia Parlamentar da OTAN, em Lisboa, Portugal, em 11 de outubro de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 11.10.2021
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O mais alto representante da Aliança Atlântica frisa que, embora continue a ser um empreendimento regional, a OTAN tem como objetivo enfrentar desafios à escala global.
O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), Jens Stoltenberg, afirmou nesta segunda-feira (11) que o desenvolvimento econômico da China e sua colaboração com a Rússia representam uma ameaça à segurança da Aliança Atlântica.
"A ascensão da China é importante para nossa segurança. Nós vemos como tentam controlar infraestruturas cruciais, vemos no ciberespaço, vemos na África [...]. A China pretende se tornar a economia líder mundial, fazendo progressos significativos na criação de tecnologias destrutivas e investindo somas consideráveis ​​em seu potencial nuclear, trabalhando cada vez mais de perto com a Rússia", disse Stoltenberg durante a 67ª Assembleia Parlamentar da OTAN.
Por outro lado, secretário-geral da organização sublinhou que a Aliança Atlântica continuará a ser um empreendimento regional, embora com um objetivo importante: enfrentar desafios à escala global.
© REUTERS / KEVIN LAMARQUEO presidente dos EUA, Joe Biden, e o secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg, conversam após a cúpula da OTAN em Bruxelas, Bélgica, em 14 de junho de 2021
O presidente dos EUA, Joe Biden, e o secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg, conversam após a cúpula da OTAN em Bruxelas, Bélgica, em 14 de junho de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 09.11.2021
O presidente dos EUA, Joe Biden, e o secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg, conversam após a cúpula da OTAN em Bruxelas, Bélgica, em 14 de junho de 2021
"Não estou defendendo a transformação da OTAN em uma aliança global. Mas acredito que, sendo uma aliança regional, devemos enfrentar as ameaças globais", enfatizou Stoltenberg.

Expulsão de representantes russos

Em 6 de outubro, a OTAN anunciou que decidiu privar "oficiais de inteligência russos não declarados" de acreditação oficial perante a Aliança Atlântica e reduziu o número dos representantes da delegação de Moscou para dez.
© Sputnik / Ministério das Relações Exteriores da Rússia / Abrir o banco de imagensMaria Zakharova, representante oficial do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, durante coletiva de imprensa em Moscou
Maria Zakharova, representante oficial do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, durante coletiva de imprensa em Moscou  - Sputnik Brasil, 1920, 09.11.2021
Maria Zakharova, representante oficial do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, durante coletiva de imprensa em Moscou
Jens Stoltenberg justificou a medida afirmando que a OTAN teve que agir contra crescentes "atividades malignas" da Rússia. A representante oficial da chancelaria russa, Maria Zakharova, qualificou essa decisão como "um passo absurdo".
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