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    Os reguladores estão tomando "medidas coercivas especiais" contra os céticos do mercado e as visões pessimistas sobre o sistema financeiro chinês, de acordo com a mídia britânica.

    A China lançou uma ofensiva contra blogs financeiros e mídias sociais, uma medida que corre o risco de exacerbar a dificuldade de obter dados confiáveis ​​sobre a segunda maior economia do mundo, relata na quinta-feira (16) o jornal Financial Times.

    No mês passado, a China lançou uma campanha de "remédios especiais", no âmbito da qual os reguladores estariam reprimindo os céticos do mercado e aqueles que expressam opiniões pessimistas sobre a economia chinesa, bem como a desinformação e a má-fé que irradiam de serviços de notícias financeiras e contas de mídia social, afirma a mídia.

    Em Xangai, como parte das ações dos reguladores, mais de 17.000 dados supostamente perigosos já foram removidos. Redes sociais como WeChat, Weibo e Douyin também começaram a adotar medidas de autorregulação.

    Ícones dos aplicativos TikTok e WeChat na tela de um smartphone em Pequim, China. Foto de arquivo
    © AP Photo / Mark Schiefelbein
    Ícones dos aplicativos TikTok e WeChat na tela de um smartphone em Pequim, China. Foto de arquivo

    Em particular, o jornal menciona a prisão de Huang Sheng, um analista financeiro com mais de cinco milhões de seguidores, cujas contas no WeChat e Weibo parecem inativas. Xu Xiaofeng, outro blogueiro de finanças, que tem quatro milhões de seguidores, não posta nada desde julho.

    "Acho que é um risco enorme [...]. Isso só vai deixar as pessoas mais nervosas ao dizer qualquer coisa [...]. Isso me preocupa: vamos realmente saber o que está acontecendo? Porque já há problemas com os dados", comenta um analista que não quis ser identificado. Outro especialista explicou ao FT que a China bloqueia principalmente as pessoas que discordam da "interpretação" de Pequim.

    Por outro lado, um analista de mercado chinês considera que apenas "dez pessoas no planeta", incluindo o presidente do país, Xi Jinping, poderiam saber para onde a China está caminhando em suas reformas drásticas.

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    Tags:
    economia, economia, China, Xi Jinping, Financial Times, WeChat, Xangai, Weibo
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