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Um quarto dos afegãos que apoiaram EUA na guerra poderão esperar mais de 2 anos por realocação

© Sputnik / Ekaterina ChesnokovaCasa Branca em Washington, DC
Casa Branca em Washington, DC - Sputnik Brasil, 1920, 08.08.2021
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Até agora, Washington apenas conseguiu evacuar menos de 1% dos afegãos que ajudaram os EUA nas últimas duas décadas e que, atualmente, temem por suas vidas devido ao aumento da ameaça do Talibã (organização terrorista proibida na Rússia e em outros países).

Os EUA se comprometeram a retirar suas tropas do Afeganistão até o final de agosto, bem como em realocar milhares de cidadãos afegãos que apoiaram Washington e suas forças nas várias missões no país. Em 2 de agosto, o Departamento de Estado dos EUA anunciou seus planos para expandir o programa de realojamento de refugiados, de modo a conseguir admitir mais ajudantes afegãos.

No decorrer da semana passada, pelo menos 700 afegãos foram transportados para os EUA, onde foram recebidos pelo presidente norte-americano Joe Biden. Este é, no entanto, um número pequeno em comparação com os 80 mil afegãos que se aplicaram para o visto de imigração especial (SIV, na sigla em inglês).

Os EUA planejam continuar a realocar 700 afegãos por semana, pelo que vai levar mais de dois anos até que Washington consiga realocar cerca de 20 mil afegãos elegíveis e suas famílias, conta o canal de notícias NBC.

Os motivos do atraso do processo de evacuação são os exames médicos adicionais que o Departamento de Segurança Interna dos EUA insistiu em aplicar aos afegãos que chegam ao solo norte-americano, segundo a mídia, citando dois funcionários do Departamento de Estado.

Esses dois funcionários também apontam que as agências estatais e organizações não governamentais estavam mal preparadas para a chegada dos afegãos devido aos cortes no orçamento por conta do ex-presidente Donald Trump.

O Afeganistão está experienciando um pico de violência, uma vez que os Talibã aumentaram o ritmo de suas ofensivas desde que as forças estrangeiras começaram a se retirar do país.

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