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Exército Brasileiro poderia ser mais utilizado para combater a COVID-19, diz imunologista

© Foto / Divulgação/Centro de Comunicação Social do ExércitoMilitares do Exército Brasileiro auxiliam na vacinação contra a COVID-19 em Tocantins.
Militares do Exército Brasileiro auxiliam na vacinação contra a COVID-19 em Tocantins. - Sputnik Brasil, 1920, 19.04.2021
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Dia 19 de abril é o dia do Exército Brasileiro. A data deste ano é marcada pela recente troca no comando da força, bem como a discussão do papel dos militares na luta nacional contra a pandemia de COVID-19.

Ainda no posto de comandante, o general Edson Leal Pujol afirmou na última quinta-feira (15) que o Exército Brasileiro foi o principal instrumento do governo federal no combate à pandemia da COVID-19.

"O Exército Brasileiro, junto com as Forças coirmãs [Marinha e Aeronáutica], talvez tenha sido o principal instrumento do governo federal em apoio, auxílio à população brasileira para enfrentar um desafio gigantesco. Cumprindo as orientações do governo federal, o Ministério da Defesa se desdobrou", afirmou.

Entre as atividades dos militares, Pujol citou a proteção de fronteiras, o atendimento a refugiados, o apoio a comunidades indígenas, o combate a crimes ambientais e a realização de obras de infraestrutura. "Todos os dias, uma média de 30 mil militares só do Exército estavam na rua enfrentando o coronavírus, prestando todo tipo de apoio à sociedade brasileira e colocando-se em risco", completou.

Apesar dos esforços empreendidos pelos militares, o especialista em bioquímica e imunologia, Marco Antonio Stephano, professor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (USP), acredita que o governo federal poderia intensificar ainda mais o uso tanto dos militares do Exército quanto da estrutura das Forças Armadas no combate à pandemia.

"As Forças Armadas, tanto a Marinha, Aeronáutica e Exército, tem seus centros médicos. Tem enfermeiros, tem médicos que poderiam estar ajudando também no combate ao coronavírus", afirmou à Sputnik Brasil.

​Além do deslocamento de médicos e enfermeiros, o especialista ainda defendeu que as Forças Armadas utilizem os laboratórios químicos para produzir medicamentos que são usados em pacientes durante o tratamento da COVID-19.

"A Aeronáutica e o Exército têm um laboratório farmacêutico que poderia estar produzindo, não cloroquina e invermectina, mas sim, anestésicos e antibióticos. Existe uma terapia de suporte ao coronavírus, medicamentos terapêuticos para a pessoa que está contaminada durante o tratamento, como antibióticos, anti-inflamatórios, anticoagulantes, que esses laboratórios poderiam estar cobrindo" afirmou.

Em fevereiro, o Ministério Público Federal (MPF) pediu explicações aos comandos do Exército e da Aeronáutica sobre o total de dinheiro público gasto, as estruturas mobilizadas e a origem orçamentária dos recursos usados na produção e na distribuição de cloroquina.

A medida faz parte de um inquérito civil público instaurado pela Procuradoria da República no Distrito Federal, que investiga ilegalidades no uso de dinheiro público para difundir medicamentos sem eficácia comprovada para tratar ou prevenir a COVID-19.

"Uma coisa é o governo Bolsonaro, outra coisa é a ação de militares. Ou seja, o que os militares estão preparados para fazer. O militar está pronto para agir desde que ele tenha o comando, infelizmente o militar não faz nenhuma coisa sem ordem. Uma vez que ele recebe a ordem ele tem toda a estrutura para cumprir aquilo", completou Marco Antonio Stephano, sobre o auxílio dos militares no combate à pandemia.
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