AIEA enviará especialistas ao Japão para análise de despejo de água contaminada de Fukushima

© AP Photo / Shizuo KambayashiVista para a cidade de Fukushima da montanha Shinobu, prefeitura de Fukushima, Japão, 9 de março de 2020
Vista para a cidade de Fukushima da montanha Shinobu, prefeitura de Fukushima, Japão, 9 de março de 2020 - Sputnik Brasil, 1920, 15.04.2021
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A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) planeja enviar uma equipe internacional de especialistas ao Japão devido às preocupações de alguns países sobre a decisão de Tóquio de despejar a água contaminada da usina nuclear de Fukushima no oceano.

O diretor-geral da AIEA, Rafael Mariano Grossi, afirmou em entrevista à NHK que o governo japonês tinha solicitado formalmente a cooperação da agência em relação ao plano de despejo da água contaminada.

Grossi disse que a AIEA tem se preparando para a decisão do Japão durante meses, e revelou que uma equipe internacional pode ser enviada para ajudar a dissipar as preocupações, verificando se o processo de liberação da água tratada é seguro.

"Podemos ter conselheiros que podem vir de diversas áreas, países diferentes, competências diferentes. Qualquer preocupação séria tem a chance de ser discutida e analisada tecnicamente", disse Grossi.

As preocupações expressas por residentes locais e por países vizinhos, como a Coreia do Sul e a China, não podem ser ignoradas, declarou Grossi, acrescentando que a agência considerará incluir especialistas desses mesmos países, como a Coreia do Sul, em sua equipe.

"Todas estas preocupações, podemos concordar ou discordar, mas devem ser levadas a sério. Temos uma responsabilidade comum", adicionou o diretor-geral da AIEA.

Na terça-feira (13), o primeiro-ministro japonês, Yoshihide Suga, anunciou que o país despejará no oceano a água tratada procedente da usina nuclear de Fukushima. Aproximadamente 1,25 milhão de toneladas de água contaminada está armazenada em mais de mil cisternas próximas da usina nuclear de Fukushima.

Segundo o primeiro-ministro japonês, o plano de liberação da água é desenvolvido conforme os padrões de segurança para prevenir possíveis danos. Por sua vez, Seul e Pequim expressaram suas preocupações sobre o plano do governo do Japão.

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