Conselheiro iraquiano revela não mais haver forças de combate dos EUA no Iraque

© AP Photo / Ali Abdul HassanSoldados dos EUA ficam de guarda durante a cerimônia de entrega do aeródromo Qayyarah às forças de segurança iraquianas no sul de Mossul, Iraque
Soldados dos EUA ficam de guarda durante a cerimônia de entrega do aeródromo Qayyarah às forças de segurança iraquianas no sul de Mossul, Iraque - Sputnik Brasil, 1920, 09.04.2021
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Na quarta-feira (7), oficiais norte-americanos e iraquianos conduziram terceira rodada de conversações estratégicas, em formato on-line, sobre o status da coalização militar dos EUA no Oriente Médio.

Até agora, cerca de 2.700 dos 5.200 militares consultores dos Estados Unidos já deixaram o Iraque, sendo que as únicas forças que permanecem no território iraquiano são somente para tarefas de aconselhamento às forças iraquianas, e não para conduzir qualquer tipo de combate, contou Hussein Allawi, conselheiro para Reforma de Segurança do gabinete do premiê do Iraque, à Sputnik na quinta-feira (8).

Segundo Allawi, os EUA afirmaram que, no futuro, não haverá tropas americanas no Iraque, e as únicas forças estadunidenses que se encontram no território da nação árabe têm apenas as funções de "ajudar a estruturar o Exército iraquiano e a fornecer apoio à Força Aérea iraquiana quando o comando militar iraquiano pedir".

A retirada das forças americanas do Iraque foi exigida pelo Parlamento iraquiano no início de 2020, após o assassinado do major-general iraniano Qassem Soleimani pelos EUA, perto do Aeroporto Internacional de Bagdá. Desde a administração Trump, Washington tem retirado soldados americanos do Iraque e devolvido bases militares para as forças iraquianas.

O conselheiro iraquiano não crê que Washington volte atrás em sua palavra, uma vez que "ninguém pode violar a soberania do Iraque". A presença norte-americana no Iraque, afinal, é uma consequência da participação na guerra no país vizinho, Síria.

Allawi chegou a revelar à Sputnik que durante as conversações de quarta-feira (7), ambos os lados não só discutiram questões militares, mas também comércio, economia e até cultura, incluindo a necessidade de devolução de artefatos e registros históricos a Bagdá.
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