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Sem recursos de tecnologia, qual é o futuro dos alunos do ensino público brasileiro?

© Folhapress / Rafael HupselAlunos participam de aula na Escola Municipal Olívia dos Santos Feierabend, na zona rural de Monteiro Lobato, São Paulo. Embora receba poucos recursos do Fundeb, o município possui bons rendimentos em avaliações de ensino
Alunos participam de aula na Escola Municipal Olívia dos Santos Feierabend, na zona rural de Monteiro Lobato, São Paulo. Embora receba poucos recursos do Fundeb, o município possui bons rendimentos em avaliações de ensino - Sputnik Brasil, 1920, 23.03.2021
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O presidente Jair Bolsonaro vetou na última sexta-feira (19) o projeto legislativo que garantiria Internet gratuita para a rede pública de ensino no Brasil. A Sputnik Brasil conversou com especialista sobre a importância da inclusão digital no ensino.

Na segunda-feira (22), o governo lançou o novo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), que determina um aumento gradativo da contribuição da União no ensino, que deve chegar a 23% até 2026. O modelo anterior do Fundeb, encerrado no final de 2020, previa 10% de recursos da União. 

Enquanto isso, o Censo Escolar da Educação Básica, do Ministério da Educação (MEC), divulgou no mesmo dia um estudo que mostra que, entre 2019 e 2020, houve um aumento no número de escolas públicas que não têm Internet de banda larga e nem banheiro.

O especialista em Educação e Tecnologia, Alfredo Freitas, em entrevista à Sputnik Brasil, afirmou que a inclusão digital é fundamental para garantir uma educação que forme profissionais capacitados a lidar com problemas complexos da sociedade.

"Esse processo onde uma pessoa se torna um profissional capaz de resolver um problema complexo da sociedade, essa pessoa agrega valor para aquela sociedade porque ela tem uma vantagem competitiva versus outras pessoas que não conseguem resolver problemas complexos e consegue fazer somente atividades repetitivas", argumentou.

De acordo com ele, é justamente a inclusão digital e o "contato adequado entre professor e aluno" que ajudam em uma boa formação para o profissional ser capaz de lidar com problemas mais complexos.

Alfredo Freitas, que dirige a Ambra University, instituição nos EUA que atua no ensino via Internet, afirmou que o processo que envolve um ensino usando a tecnologia faz com que o estudante fique muito mais próximo das atividades profissionais de grande valor, aquelas que podem resolvem problemas complexos.

"Temos que ter bons professores, professores que provêm feedback para os estudantes, e estudantes conectados com a realidade profissional no mundo de hoje, que é uma realidade muito digital", destacou o especialista.

Freitas destacou que quando não há acesso à qualidade tecnológica desde o ensino básico ao ensino superior, as pessoas "vão ter habilidades e competências profissionais rasas", que vão estar aptas a trabalhar em atividades repetitivas, sem agregar muito valor à sociedade.

"Nós não vamos desenvolver o nosso país em comparação com outros países e, principalmente, não ofertaremos condições para que as pessoas, principalmente de baixa renda, consigam melhorar e subir para a classe de renda acima, produzindo, agregando valor na sociedade e ajudando a resolver problemas de outras pessoas, de outras empresas e da sociedade como um todo", acrescentou. 

O especialista comentou também que, em comparação com outros países, o Brasil tem apresentado nos últimos anos indicadores na educação básica muito ruins. De acordo com ele, a situação de pandemia da COVID-19 só agravou este quadro e acelerou a desigualdade de pessoas que conseguem pagar uma escola particular para os seus filhos e as pessoas que dependem do ensino público para a educação.

"Vamos ter ao longo dos próximos anos um pós-pandemia com uma ampliação da diferença, principalmente no aprendizado real, falando de habilidade de comunicação e matemática básica, entre os estudantes da rede particular e os estudantes da rede pública", completou. 

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