Astrônomo amador detecta estrela que explodiu há dias e ainda é visível a partir da Terra (FOTO)

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Estrelas (foto de arquivo) - Sputnik Brasil, 1920, 23.03.2021
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O fenômeno foi observado pela primeira vez na semana passada, mas especialistas afirmam que a pós-luminescência deve durar vários dias, senão meses.

O astrônomo amador japonês Yuji Nakamura testemunhou o resultado da explosão de uma estrela a cerca de 10.000 anos-luz da Terra, na região da constelação de Cassiopeia. O brilho ainda é visível no céu noturno. Quem mora no Hemisfério Norte e tem um telescópio básico consegue ver o resultado.

A primeira detecção foi feita em 18 de março de 2021. Nakamura usou um telescópio com lentes de 135 milímetros e uma exposição de 15 segundos e conseguiu registrar um brilho de magnitude 9,6 onde dias antes não havia nada, informa o portal Science Alert.

​Um astrônomo amador japonês, Yuji Nakamura, descobriu um novo objeto em Cassiopeia às 19h10m, 18 de março (07h10 no horário de Brasília) e o comunicou ao NAOJ [Observatório Astronômico Nacional do Japão] para relatórios de novos objetos astronômicos.

Nakamura comunicou a descoberta ao Observatório Astronômico Nacional do Japão (NAOJ, na sigla em inglês), que utilizou uma série de telescópios poderosos para fazer observações que confirmaram que se tratava de uma nova clássica, que foi chamada V1405 Cas.

Uma nova clássica é uma explosão nuclear na superfície de uma estrela anã branca que faz parte de um par binário de estrelas que estão envelhecendo e morrendo. Essas explosões geralmente duram cerca de 12 horas. Enquanto as duas estrelas giram em torno uma da outra, a minúscula anã branca densa extrai hidrogênio de sua companheira maior.

À medida que as duas estrelas se envolvem em sua espiral de morte compartilhada, a anã branca, menor e mais densa, retira material, como o gás hidrogênio, de sua parceira maior.

Ainda não se sabe qual estrela produziu V1405 Cas, mas há uma forte candidata: a estrela eclipsante variável (binária) CzeV3217, que se encontra a uma distância aproximada de 5.500 anos-luz do Sistema Solar. Outras observações ajudarão os astrônomos a entender melhor a nova e confirmar que a fonte é de fato CzeV3217.

A pós-luminescência da V1405 Cas deve durar vários dias, senão meses. Quem estiver no Hemisfério Norte pode ver o resultado ajustando o telescópiospara as coordenadas: em ascensão reta 23 24 47,73, declinação +61 11 14,8. Não muito longe da estrela Caph em Cassiopeia, e a uma distância ainda menor da estrela tipo B HIP 115566.

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