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Brasil: após recusar Ministério da Saúde, médica revela ameaças e passa a usar carro blindado

© Folhapress / Mateus BonomiMédica Ludhmila Abrahão Hajjar é vista embarcando no aeroporto de Brasília, no Distrito Federal, após reunião com o presidente Jair Bolsonaro
Médica Ludhmila Abrahão Hajjar é vista embarcando no aeroporto de Brasília, no Distrito Federal, após reunião com o presidente Jair Bolsonaro - Sputnik Brasil, 1920, 15.03.2021
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Após ser cotada para assumir o Ministério da Saúde, a médica Ludhmila Hajjar passou a ser alvo de ataques nas redes sociais. Em entrevista, ela disse que recebeu ameaças e que invasores tentaram entrar no hotel em que estava hospedada.

A cardiologista Ludhmila Hajjar foi obrigada a adotar um esquema de segurança depois que recebeu ameaças de morte por ter sido cotada para assumir o Ministério da Saúde no lugar do ministro general Eduardo Pazuello. Na manhã desta segunda-feira (15), ela recusou o convite.

Segundo informações do portal G1, a médica revelou que está "com carro blindado e segurança desde hoje [15] cedo". Ludhmila Hajjar disse que houve três tentativas de entrar no hotel onde ela estava.

"Pessoas diziam que estavam com o número do meu quarto e que eu estava esperando visita. Diziam que eram pessoas que faziam parte da minha equipe médica. Se não fossem os seguranças do hotel, não sei o que seria", afirmou.

"Realmente foi assustador. Está sendo, porque eles não terminaram. Mas eu tenho muita coragem, e pelo Brasil eu estava disposta a passar por isso. Mas me assustou", acrescentou a médica.

© Foto / Reprodução InstagramA médica Ludhmila Hajjar não aceitou o convite para ser ministra da Saúde do governo Bolsonaro
Brasil: após recusar Ministério da Saúde, médica revela ameaças e passa a usar carro blindado - Sputnik Brasil, 1920, 15.03.2021
A médica Ludhmila Hajjar não aceitou o convite para ser ministra da Saúde do governo Bolsonaro

A médica disse que não tem medo de ataques e não tem bandeira partidária. "Não tenho ligação política. Meu partido é o Brasil e a saúde das pessoas. Cuido de pessoas da esquerda e da direita e continuarei cuidando", afirmou. 

Ludhmila Hajjar disse que divulgaram seu celular em redes sociais. "Eu sou uma médica, eu preciso do meu telefone para atender meus doentes. Eu recebo mais de 300 chamadas. Ameaças de morte".

Questionada sobre o que o presidente Jair Bolsonaro disse diante da campanha de ódio de que foi vítima, Ludhmila afirmou: "Ele disse que faz parte."

A médica afirmou mais cedo, nesta segunda-feira (15), que não aceitou substituir Eduardo Pazuello no Ministério da Saúde porque não havia "convergência técnica" entre ela e o governo.

A especialista também criticou a polarização e frisou que lockdown contra a COVID-19 salva vidas. "Essa maldade usada em redes sociais é um atraso para o Brasil. Essa narrativa não tem lógica e não tem fundamento", concluiu.

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