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China avisa EUA para não cruzarem 'linha vermelha' de Taiwan e Hong Kong

© AP Photo / Chiang Ying-yingManifestantes de Hong Kong que vivem em Taiwan seguram cartazes com mensagem escrita "Solidariedade com a juventude de Hong Kong. Participação Política não é culpável"
Manifestantes de Hong Kong que vivem em Taiwan seguram cartazes com mensagem escrita Solidariedade com a juventude de Hong Kong. Participação Política não é culpável - Sputnik Brasil, 1920, 08.03.2021
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A China delineou seu limite no que toca às relações sino-americanas e demonstrou impossibilidade de haver compromisso nos casos de Hong Kong e Taiwan, mesmo afirmando que ainda poderá haver diálogo e cooperação em outras esferas.

Em coletiva de imprensa anual, no domingo (7), o ministro das Relações Exteriores chinês, Wang Yi, citou as preocupações ligadas ao desenvolvimento das relações sino-americanas, afirmando que Pequim poderia trabalhar com os EUA em vários assuntos, tais como controle da pandemia, recuperação econômica e alterações climáticas, segundo o South China Morning Post.

No entanto, o chanceler chinês sublinhou que há determinadas questões em que as relações entre os dois países deveriam se basear no princípio de não interferência em assuntos domésticos e respeito à soberania nacional.

"Os EUA sempre interferem nos assuntos de outras nações sob pretexto de direitos humanos e democracia. Contudo, estão criando muitos problemas, e isso é a origem do caos no mundo [...]. Enquanto os EUA não estiverem cientes disso, o mundo não terá paz", declarou Wang no Congresso Nacional do Povo, citado pela mídia chinesa.

Wang descreveu Taiwan como uma "linha vermelha" que não deve ser ultrapassada, e aconselhou a Casa Branca a abdicar da relação com a ilha, reforçada pela administração Trump.

"O governo chinês não tem espaço para compromisso nem para concessão no que diz respeito a Taiwan […]. Advertimos a nova administração norte-americana a estar completamente ciente da sensibilidade da questão taiwanesa […] e a mudar completamente as práticas de 'atravessar a linha' e 'brincar com o fogo' do governo anterior", acrescentou o ministro chinês, citado pelo South China Morning Post.

Segundo Wang Yi, Taiwan, o mar do Sul da China, Xinjiang e Hong Kong são assuntos internos da China, e como tal devem ser geridos pela nação chinesa.

© REUTERS / Shubing WangMinistro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, discursa em Pequim, China, 22 de fevereiro de 2021
China avisa EUA para não cruzarem 'linha vermelha' de Taiwan e Hong Kong - Sputnik Brasil, 1920, 08.03.2021
Ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, discursa em Pequim, China, 22 de fevereiro de 2021

As declarações firmes de Wang foram expressas após Washington ter caracterizado o plano chinês de alteração do sistema eleitoral de Hong Kong como um "ataque direto" à autonomia e a processos democráticos do território autônomo.

Nos últimos anos, as relações sino-americanas demonstram deterioração ocasionada por guerra econômica, tensão geopolítica no mar do Sul da China, conflitos ideológicos e acusações vindas de Washington de abuso de direitos humanos em Xinjiang e Hong Kong.

"Como duas nações com sistemas sociais diferentes, é inevitável que a China e os EUA tenham diferenças. A solução é que ambos devem gerir suas diferenças por meio da comunicação sincera, evitando mal-entendidos estratégicos e confronto", rematou Wang em um tom mais brando e, de certo modo, conciliador, citado no texto.

Pequim tenciona dar outra chance para as relações China-EUA, pois o presidente chinês, Xi Jinping, sabe que confronto com os EUA apenas resultaria em desastre. Porém, não obstante, o requerimento para Washington respeitar os limites de Pequim se mantém.

Na opinião de Huang Jing, diretor do Instituto de Estudos Internacionais e Regionais da Universidade de Línguas e Cultura de Pequim, o chanceler chinês evitou classificar a rivalidade entre EUA e China como competição estratégica, algo que os EUA e muitos outros países ocidentais têm feito nos últimos anos.

"O maior problema em lidar com as relações EUA-China é o fato de Washington ver Pequim como sua principal adversária – e ameaça – econômica, de segurança nacional, e geoestratégica […]. Pequim, obviamente, está ciente dos riscos [em ser uma competidora estratégica] e Wang está apelando a ambos os lados que regulem suas diferenças e tensões", explica Huang, citado pela mídia.
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