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Butantan entregará 3,4 milhões de doses da CoronaVac ao governo federal a partir do dia 23

© REUTERS / Ricardo MoraesProfisisonal de saúde recebe dose da vacina CoronaVac no Rio de Janeiro
Profisisonal de saúde recebe dose da vacina CoronaVac no Rio de Janeiro - Sputnik Brasil, 1920, 17.02.2021
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Com a vacinação em marcha lenta no Brasil, o Instituto Butantan deverá entregar 426 mil doses da CoronaVac para o governo federal distribuir aos estados na próxima terça-feira (23). 

Nos oito dias seguintes, o total de doses fornecido será de 3,4 milhões. A entrega será importante para que cidades onde a imunização foi interrompida ou restringida, como Rio de Janeiro, Salvador e Cuiabá, possam voltar com a campanha de vacinação.

"O Butantan vai entregar a partir da próxima terça-feira [23] um total de 3,4 milhões de doses da vacina para o Ministério da Saúde. Uma média de 426 mil doses por dia. A nossa orientação é agilizar todos os processos para permitir que as vacinas cheguem o mais rapidamente para todos os brasileiros", disse o governador de São Paulo, João Doria, nesta quarta-feira (17), segundo o portal G1. 

Na segunda-feira (15), o Ministério da Saúde assinou contrato com o Butantan para aquisição de 54 milhões de doses da CoronaVac. De acordo com Doria, a entrega do lote completo será antecipado em um mês. Antes, a previsão de fornecimento era em setembro. Agora, a remessa final deverá ser disponibilizada no final de agosto. 

Acordo anterior previa a entrega de 46 milhões de doses do imunizante, levando total de doses compradas pelo governo federal a 100 milhões. 

"O Butantan está trabalhando 24 horas, sete dias [por semana], para produzir vacinas que estão imunizando os brasileiros. Quero mencionar que nove em cada dez brasileiros estão sendo vacinados com a vacina do Butantan. Agora conseguimos, graças ao trabalho do Butantan, antecipar em um mês a entrega das vacinas para o Ministério da Saúde", acrescentou o governador. 

Problema de matéria-prima resolvido

Segundo o diretor do Instituto Butantan, entidade responsável pela produção da CoronaVac no Brasil, não há mais problemas de falta de insumos para fabricação do imunizante contra a COVID-19. 

"Mas não paramos, isso é só a primeira entrega que é parte do contrato. Continuamos e espero não parar mais porque não temos mais problema de matéria-prima. Nós devemos escalar essa produção e a partir de abril possivelmente vamos dobrar essa produção", disse ele. 

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