Pentágono anuncia retirada do USS Nimitz em meio a tensões por suposta 'ameaça de vingança' do Irã

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EUA anteriormente enviaram bombardeiros B-52 para o golfo Pérsico, durante a aproximação do aniversário do assassinato de Qassem Soleimani, major-general iraniano de topo.

O Departamento de Defesa norte-americano deverá enviar o USS Nimitz, seu único porta-aviões da Marinha operando no Oriente Médio, para a costa oeste dos EUA, anunciou na quinta-feira (31) Christopher Miller, secretário interino de Defesa, sem mencionar o Irã.

Na quarta-feira (30), bombardeiros B-52 da Força Aérea norte-americana voaram dos EUA para o golfo Pérsico em uma demonstração de força militar, na expectativa de uma possível retaliação iraniana contra instalações norte-americanas ou aliadas.

Suposto ataque do Irã

Também na quinta-feira (31), a emissora CNN citou um oficial de Defesa dos EUA anônimo, que apontou a possibilidade de ataques a militares norte-americanos por "milícias com apoio iraniano".

"Tem havido uma série de sinais perturbadores de planejamento avançado e preparação para ataques no Iraque que parece ser dirigida contra os militares e interesses dos EUA", relatou.

De acordo com os três oficiais citados, não há planos ofensivos sendo preparados contra o Irã.

Tensões no golfo Pérsico

Washington tem procurado manter uma presença quase contínua de porta-aviões na região do golfo Pérsico. O USS Abraham Lincoln foi implantado em maio de 2019, em meio a preocupações de que o Irã estivesse atacando os interesses dos EUA na região.

Preocupações mais recentes dos EUA têm estado ligadas à aproximação do primeiro aniversário do ataque aéreo americano que matou o principal militar do Irã, general Qassem Soleimani, em 3 de janeiro de 2020, bem como Abu Mahdi al-Muhandis, um alto comandante da milícia Shia, em Bagdá, Iraque.

O Irã retaliou lançando mais de uma dúzia de mísseis balísticos em duas bases com soldados norte-americanos no Iraque em 8 de janeiro, e ameaçou repetidamente novos ataques.

Mais tarde, em 27 de novembro, o cientista Mohsen Fakhrizadeh, considerado o pai do programa nuclear do Irã, acabou sendo assassinado. Teerã culpou Israel e EUA.

Donald Trump, presidente dos EUA, tem perseguido uma política de "pressão máxima" contra o Irã, tendo saído do Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA, na sigla em inglês) em 2018 e imposto cada vez mais sanções à nação persa ao longo de sua administração, mas perdeu oficialmente as eleições presidenciais de 2020 para o democrata Joe Biden, que se prepara para assumir o cargo em 20 de janeiro de 2021, prometendo reentrar no acordo nuclear.

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