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Muito além dos pulmões: médico vê sequelas sérias em jovens recuperados da COVID-19

© REUTERS / Muhammad HamedPessoas de máscara mantendo o distanciamento social na missa antes de acender a árvore de Natal na Igreja do Sagrado Coração, Amã, Jordânia, 6 de dezembro de 2020
Pessoas de máscara mantendo o distanciamento social na missa antes de acender a árvore de Natal na Igreja do Sagrado Coração, Amã, Jordânia, 6 de dezembro de 2020 - Sputnik Brasil
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Além de fadiga crônica e fraqueza muscular, problemas psicológicos são umas das consequências mais graves após infecção da COVID-19.

Os pacientes recuperados da COVID-19 podem ser devidos em duas categorias, explicou em entrevista à Sputnik o secretário-geral da Federação dos Médicos de Clínica Geral, Itália, Silvestro Scotti.

A primeira categoria corresponde aos pacientes que sofreram insuficiência respiratória e foram internados e submetidos a terapias sérias, por exemplo, intubação.

São os que "precisam de reabilitação ambulatória, recuperação das funções respiratórias", comentou o médico italiano.

Outro grupo compreende os pacientes que tiveram COVID-19 mais leve, estando muitas vezes os prazos de recuperação ligados à idade de cada um. No entanto, até neste grupo de pacientes existem sintomas pós-COVID-19.

Problemas psicológicos

Jovens estão mais propensos a problemas psicológicos após infecção do coronavírus. Problemas psicológicos surgem quando um jovem percebe se tratar do primeiro golpe em sua saúde, explicou Scotti.

"Se idosos vivem com doenças crônicas, um jovem de repente percebe ser frágil. Ele não pensa que uma doença pode ameaçar sua vida", afirmou o especialista.

Cerca de um terço dos pacientes recuperados da COVID-19 sente diferentes sintomas, destacou Scotti. Além de incapacidades físicas, incluem também ansiedade, alterações no humor e insônia.

"O efeito psicológico é observado durante período da doença. Entre jovens de 20 a 40 anos, depois da infecção, surge um efeito emocional que aumenta muito cada sinal no corpo", afirmou o médico italiano.

Pouco a pouco, começamos a perceber os efeitos do coronavírus não apenas nos pulmões, mas também no cérebro, rins, fígado e coração. Os médicos devem levar em consideração que pacientes recuperados podem ter complicações ligadas a esses órgãos, sublinhou.

"Ainda temos que identificar como subiu a proporção de ataques cardíacos, derrames e doenças renais entre esses pacientes", afirmou secretário-geral da Federação dos Médicos.

Cerca de 15% dos pacientes precisam de monitoramento prolongado dos sintomas. Os pacientes que tiveram COVID-19 no segundo trimestre na Itália estão sendo monitorados há seis meses. Os resultados obtidos devem uniformizar a terapia de sintomas diferentes, segundo especialista.

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