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Cientistas da Espanha nomeiam evidência mais precoce da COVID-19

© Sputnik / Nikolai KhizhnyakFuncionário da saúde de uma estação móvel de testes de coronavírus retira amostra de um paciente na vila de Enem, na república russa da Adigueia
Funcionário da saúde de uma estação móvel de testes de coronavírus retira amostra de um paciente na vila de Enem, na república russa da Adigueia - Sputnik Brasil
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Cientistas espanhóis descobriram que secura e desconforto no nariz surgem nos infectados pelo coronavírus antes de eles perderem o olfato e paladar, sendo provavelmente os indícios da COVID-19 mais precoces, segundo o estudo publicado no site de pré-impressão medRxiv.

Uma equipe de cientistas da Universidade de Barcelona apresentou a teoria de que a perda do olfato na COVID-19 estaria relacionada ao fato de que células caliciformes, que existem nos epitélios dos tratos respiratório e digestivo, depois de infectadas param de produzir muco. Este é necessário para as moléculas odorantes, ou seja, substâncias responsáveis pelos cheiros, para que eles se grudem aos receptores apropriados.

Para comprovar sua teoria, os cientistas realizaram um experimento com 35 voluntários infectados com a forma leve da COVID-19, com perda de olfato, e um grupo de controle de pessoas saudáveis de gênero e idades semelhantes.

Cerca de 70% dos pacientes do primeiro grupo informaram ter uma "sensação estranha" e secura no nariz, enquanto a metade dos participantes constatou se sentirem como se tivessem tido uma lavagem nasal. Os referidos sintomas continuaram presentes em média por 12 dias e coincidiram ou precederam a perda do olfato e paladar, que foi observada ao final em 80-85% dos participantes.

Cientistas explicaram que a sensação estranha no nariz ocorre porque a entrada do vírus no epitélio nasal, e nas células caliciformes em particular, provoca secura do epitélio e, em alguns casos, até o danifica, o que diminui o sentido olfatório.

"A presença de tais sensações nasais pode ser levada em conta tanto para diagnóstico como para fins de distanciamento social, especialmente nos casos em que não se utilizam testes PCR em situações menos graves", escreveram os cientistas.

Os autores vão prosseguir o estudo para pesquisarem detalhadamente como o vírus SARS-CoV-2 influencia o funcionamento das células do epitélio e identificar o momento exato em que a secura no nariz é substituída por sintomas mais evidentes da COVID-19.

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