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Setor de serviços cresce 2,9% em agosto; comparado a 2019, queda é de 9%

© Folhapress / Fernando Souza / AgifMovimentação nas ruas e comércio nos arredores do Mercado Popular do Saara, no centro do Rio de Janeiro, durante a pandemia da COVID-19, em 10 de julho de 2020.
Movimentação nas ruas e comércio nos arredores do Mercado Popular do Saara, no centro do Rio de Janeiro, durante a pandemia da COVID-19, em 10 de julho de 2020. - Sputnik Brasil
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De acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (14), o volume de serviços no Brasil avançou 2,9% no mês de agosto. O resultado interrompeu uma sequência de quatro taxas negativas, entre fevereiro e maio, com perda acumulada de 19,8%.

Apesar da retomada, o resultado ainda não foi suficiente para recuperar o tombo nacional de 19,8% entre fevereiro e maio. Na série sem ajuste sazonal, frente a agosto de 2019, o volume de serviços recuou 10%, sua sexta taxa negativa seguida nessa comparação.

Segundo o IBGE, o volume de serviços segue 9,8% abaixo do patamar de fevereiro, mês que antecedeu o início das medidas de isolamento para contenção da COVID-19. Em três meses, o setor acumulou crescimento de 11,2%.

​A alta de 2,9% do volume de serviços, de julho para agosto de 2020, foi acompanhada pelo crescimento de quatro entre cinco atividades investigadas, com destaque para serviços prestados às famílias (33,3%) e transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (3,9%). A grande novidade na avaliação deste mês foi a reabertura de restaurantes e hotéis.

A reabertura também incidiu sobre o índice de atividades turísticas, que cresceu 19,3% frente a julho. Destaque para São Paulo (15,8%), seguido por Rio de Janeiro (15%), Ceará (85,4%), Minas Gerais (22,9%), Bahia (48,4%), Paraná (28,8%) e Goiás (47,1%). Vale lembrar que comparado à agosto de 2019, o volume de atividades turísticas no Brasil caiu 44,5%.

Estados

No país, 21 das 27 unidades da federação apresentaram expansão no volume de serviços em agosto, frente a julho, acompanhando o avanço observado nacionalmente.

Entre os locais em alta nesse mês, São Paulo (2,5%) exerceu o impacto positivo mais importante. Outras contribuições positivas relevantes vieram de Minas Gerais (5,8%), do Rio de Janeiro (1,9%) e de Santa Catarina (3,4%). Em contrapartida, Mato Grosso (-2,7%) e Tocantins (-5,5%) registraram as principais retrações.

Segundo comunicado do IBGE, "frente a agosto de 2019, o recuo do volume de serviços no Brasil (-10,0%) foi acompanhado por 26 das 27 unidades da federação. A principal influência negativa foi São Paulo (-9,7%), seguido por Rio de Janeiro (-7,5%), Paraná (-14,1%), Bahia (-23,4%) e Rio Grande do Sul (-15,1%). Por outro lado, Rondônia (0,0%) manteve estabilidade frente a agosto de 2019".

PIB brasileiro

Apesar dos sinais de recuperação econômica, a estimativa atual do mercado é de um tombo de 5,03% do PIB em 2020 e alta de 3,5% em 2021, segundo a última pesquisa Focus do Banco Central. O Fundo Monetário Internacional (FMI), por sua vez, projeta um tombo de 5,8% da economia brasileira neste ano.

O que dizem os especialistas

No início do mês de outubro, a Sputnik Brasil entrevistou a economista da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), Maria Beatriz de Albuquerque David. Segundo ela, a economia brasileira dá sinas de recuperação em função de "algumas medidas de estímulo ao consumo" adotadas pelo governo, como o auxílio emergencial, facilitação de crédito às empresas e a flexibilização das relações de trabalho.

"Não é uma recuperação muito grande, mas é uma queda de 1,2%, ante o esperado. E também tem o impacto grande da economia mundial, que também se recuperou mais rapidamente. Principalmente a China, nosso principal parceiro em termos de commodities. Isso tem um impacto muito positivo", disse a economista à Sputnik Brasil.

Quanto às projeções para o PIB brasileiro em 2021, a especialista alertou que os números podem suscitar falsas expectativas.

"Isso não significa que a situação do ano que vem seja muito melhor. Mesmo que a gente cresça 3,5%, não vai dar para recuperar a queda de quase 6%, se confirmadas as previsões. A gente vai estar pior do que quando entrou na pandemia", avisou a professora.
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