Azerbaijão ameaça romper relações com países que reconhecerem independência de Nagorno-Karabakh

© Sputnik / Abrir o banco de imagensRua de Stepanakert, capital de Nagorno-Karabakh, destruída durante o recente confronto entre armênios e azeris (foto de arquivo)
Rua de Stepanakert, capital de Nagorno-Karabakh, destruída durante o recente confronto entre armênios e azeris (foto de arquivo) - Sputnik Brasil
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O Azerbaijão diz estar disposto a continuar a operação militar para a "libertação do território", advogando a participação da Turquia em futuras negociações de paz.

Enquanto disputa a soberania sobre a autoproclamada república de Nagorno-Karabakh, o presidente do Azerbaijão, Ilham Aliev, declarou que qualquer país que reconheça a independência da república terá suas relações diplomáticas com o Azerbaijão rompidas.

"A integridade territorial do Azerbaijão é reconhecida por todo o mundo [...] Não acredito que algum país reconheça a independência de Nagorno-Karabakh, porque não passará nem uma hora até cortarmos todas as relações diplomáticas com esse país. Não tem qualquer dúvida", afirmou o presidente azeri em entrevista ao canal de TV Haber Turk.

Ainda comentando o conflito, Aliev afirmou que os povos armênio e azeri deverão estar preparados para coexistirem no território de litígio assim que o conflito chegar ao fim.

Contudo, o presidente ressaltou que seu país dá continuidade à operação militar para a libertação do território, mas não excluiu a possibilidade do uso de uma força de paz estrangeira para garantir o fim dos confrontos, caso haja concordância tanto do Azerbaijão quanto da Armênia.

"O envio de forças de paz para a região deve ser feito com base na autorização dos dois Estados – da Armênia e do Azerbaijão. Se algum país [entre os citados] se opuser, obviamente isso não ocorrerá. Outra questão é que hoje, quando falamos de forças de paz, falamos sobre o território do Azerbaijão, todos devem entender isso. Falamos sobre o território do Azerbaijão independente", acrescentou.

Enquanto a Armênia acusa a Turquia de envolvimento direto no conflito, Aliev ressaltou que a operação conduzida por suas tropas não tem contado com a ajuda de caças F-16 turcos.

No entanto, o presidente azeri defende a participação da Turquia na mesa de negociações para a solução do conflito.

"O Grupo de Minsk da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa foi criado em 1992, e nós não sabemos a razão de sua criação neste formato. Neste grupo tem países que não possuem saída para a região e não têm nenhuma influência. Se quisermos a solução deste conflito, então no grupo [deverão] estar países que poderiam contribuir para a real pacificação. E obviamente que neste papel nós vemos a Turquia e saudamos isso", acrescentou o presidente azeri.

'Relações especiais'

Por sua vez, segundo publicou a agência turca Anadolu, o porta-voz da presidência da Turquia, Ibrahim Kalin, declarou durante entrevista nesta terça-feira (13) que seu país e o Azerbaijão possuem "relações muito especiais".

Já o porta-voz do partido governante turco Justiça e Desenvolvimento (AK, em turco), Omer Celik, disse durante um encontro em Ancara:

"Os apelos ao cessar-fogo por parte daqueles que não levantam suas vozes contra a Armênia, que é um Estado pária, são como pôr a crueldade e o sofrimento na mesma equação, ver o ocupante e o ocupado como iguais", em declaração também publicada pela Anadolu.

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