Armênia relata ofensiva de Azerbaijão em Nagorno-Karabakh

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Combates entre os dois países prosseguem em torno da república não reconhecida. Explosões de artilharia são ouvidas na capital Stepanakert.

Está ocorrendo luta feroz nos lados norte e sul da linha de contato em Nagorno-Karabakh, disse a porta-voz do Ministério da Defesa da Armênia, Shushan Stepanyan.

"O inimigo concentrou grandes forças nestes flancos e lançou uma ofensiva. As unidades armênias impedem o avanço do inimigo, lhe infligindo perdas pesadas", escreveu ela no Facebook.

Em particular, disse, os militares armênios destruíram três aviões azeris.

Em Stepanakert, capital da não reconhecida república de Nagorno-Karabakh, foram ouvidas no sábado (3) explosões de projéteis de artilharia desde a periferia ou subúrbios da cidade, informa a Sputnik. As autoridades de Nagorno-Karabakh têm conclamado sua população a se refugiar em locais seguros e mais tarde anunciaram a lei marcial e mobilização militar na região.

Conflito reacendido

A situação em torno da não reconhecida república voltou a se agravar no domingo (27), com Baku e Erevan se acusando mutuamente de aumentar a escalada do conflito. Foi introduzida a lei marcial e mobilização geral na Armênia, com os homens de 18 a 55 anos sendo proibidos de deixar o país. O Azerbaijão declarou o toque de recolher e realização de uma mobilização parcial.

Nesta quinta-feira (1º), os líderes russo, norte-americano e francês condenaram veementemente a escalada de tensões na região e apelaram a um cessar-fogo imediato e à retomada das negociações sem condições prévias e expressaram condolências aos familiares das vítimas.

Contudo, o conflito tem sido marcado por relatos de perdas tanto de vidas de civis e militares quanto materiais.

O conflito em Nagorno-Karabakh começou em fevereiro de 1988, quando a Região Autônoma de Nagorno-Karabakh anunciou sua separação da República Socialista Soviética do Azerbaijão.

Baku perdeu o controle sobre Nagorno-Karabakh e sete distritos vizinhos entre 1992 e 1994 como resultado do confronto armado. Desde 1992, as negociações para a solução pacífica do conflito têm sido conduzidas pelo Grupo de Minsk da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa, liderado por três países: Rússia, EUA e França.

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