COVID-19: ONU diz que OMS é 'insubstituível' e que mundo paga 'preço alto' por ignorar conselhos

© AP Photo / Khalil SenosiSecretário-geral da ONU, António Guterres
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O secretário-geral da ONU, António Guterres, declarou que a Organização Mundial da Saúde (OMS) é "insubstituível", dizendo que a entidade precisa de mais recursos para apoiar seu trabalho nos países em desenvolvimento.

Guterres estava se dirigindo à Assembleia Mundial da Saúde anual via link de vídeo nesta segunda-feira (18), quando fez o comentário um mês depois que os EUA cortaram fundos para o organismo internacional.

Ele acrescentou que agora o mundo está pagando um "preço alto" por ignorar as recomendações da OMS em janeiro para combater a COVID-19.

No mês passado, o presidente dos EUA, Donald Trump, acusou a OMS de ser "centrada na China" e de "administrar gravemente" a crise da COVID-19, além de "encobrir" a propagação do vírus em Pequim. Ele destacou que o financiamento dos EUA, o maior doador da organização, seria congelado enquanto se aguarda uma investigação.

A decisão abrupta de Trump desencadeou condenação internacional, inclusive de Guterres, que afirmou que a organização "deve ser apoiada" e é "absolutamente crítica" aos esforços do mundo para vencer a pandemia da COVID-19.

© REUTERS / Kevin LamarquePresidente estadunidense Donald Trump fala aos jornalistas sobre a COVID-19 na Casa Branca
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Presidente estadunidense Donald Trump fala aos jornalistas sobre a COVID-19 na Casa Branca

O corte no financiamento também provocou descrença na Europa, com o chefe de política externa da União Europeia (UE), Josep Borrell, dizendo que os Estados do bloco de 27 membros "lamentam profundamente" a decisão dos EUA e que o momento da mudança era injustificável.

Já o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Ryabkov, pontuou, entretanto, que a mudança era "uma expressão da abordagem muito egoísta" das autoridades norte-americanas em relação à crise.

A Assembleia Mundial da Saúde, órgão decisório da OMS, foi aberta pela presidente suíça Simonetta Sommaruga, que prometeu "apoio e cooperação completos" ao país e disse que seus 194 Estados-membros devem "agir juntos" para acabar com a pandemia.

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