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Preso no Brasil, militar acusado de crimes contra humanidade na Argentina é extraditado

© AFP 2022 / StringerOs ditadores do Chile, Augusto Pinochet, e da Argentina, Rafael Videla.
Os ditadores do Chile, Augusto Pinochet, e da Argentina, Rafael Videla. - Sputnik Brasil
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O ex-militar Gonzalo Sánchez chegou nesta quinta-feira (14) à Argentina após ser extraditado pelo Brasil. Foragido da Justiça, o criminoso estava em Paraty, Rio de Janeiro, até ser preso.

Conhecido como "Chispa", o repressor fez parte do centro de tortura Escola de Mecânica da Armada (ESMA, na sigla em espanhol) e participou da operação que prendeu o jornalista Rodolfo Walsh em 25 de março de 1977. Opositor da ditadura militar (1976-1983), o corpo de Walsh nunca foi encontrado

Cerca de cinco mil pessoas passaram pela ESMA e a maior parte delas morreu sob tortura.

Em 2013, Sánchez foi detido em Angra dos Reis, mas foi transferido para o regime de prisão domiciliar em 2016 e escapou do cárcere. Com um mandato de prisão e extradição já concedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), Sánchez foi preso em um sítio na região conhecida como Sertão do Taquari, informa o jornal O Globo. 

"Devido à importância da prisão como contribuição ao processo de memória, verdade e justiça, o presidente Alberto Fernández seguiu detalhadamente os procedimentos de extradição e o ministro das Relações Exteriores Felipe Solá supervisionou pessoalmente o tempo todo o andamento das negociações entre o Ministério das Relações Exteriores do Brasil, o Ministério da Justiça daquele país, a embaixada da Argentina e o consulado no Rio de Janeiro", destacou a chancelaria da Argentina em comunicado. 
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