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'Comunavírus': Ernesto Araújo diz que pandemia será usada para instaurar comunismo no mundo

© Folhapress / Pedro LadeiraMinistro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, no Palácio do Planalto
Ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, no Palácio do Planalto - Sputnik Brasil
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O chanceler Ernesto Araújo utilizou seu Twitter e blog para chamar o coronavírus de "comunavírus", argumentando que a pandemia será utilizada para a instauração do comunismo no mundo. 

Em publicação feita na madrugada desta terça-feira (22) no Twitter, na qual chama seguidores a lerem texto de sua autoria em seu blog, ele diz que "não bastasse o coronavírus, precisamos enfrentar também o comunavírus". 

​O artigo escrito pelo ministro das Relações Exteriores é um comentário crítico de um ensaio do filósofo esloveno Slavoj Zizek publicado na Itália. 

A publicação do chanceler começa afirmando que o "coronavírus nos faz despertar novamente para o pesadelo comunista". Em seguida, faz a corruptela como o nome do vírus: "chegou o comunavírus". 

Depois, Araújo diz que o "livreto" de Zizek, intitulado "Vírus", "revela aquilo que os marxistas há trinta anos escondem: o globalismo substitui o socialismo como estágio preparatório ao comunismo".

Crítico do globalismo, o chanceler afirma ainda que a "pandemia do coronavírus representa, para ele [Zizek], uma imensa oportunidade de construir uma ordem mundial sem nações e sem liberdade". 

'Jogo comunista-globalista'

Segundo o ministro, o ensaio do filósofo "entrega sem disfarce o jogo comunista-globalista de apropriação da pandemia para subverter completamente a democracia liberal e a economia de mercado, escravizar o ser humano e transformá-lo em um autômato desprovido de dimensão espiritual, facilmente controlável". 

Araújo cita trechos do texto de Zizek em seu blog, ressaltando que a tradução foi feita pelo próprio chanceler. 

"Tomara que se propague um vírus ideológico diferente e muito mais benéfico, e só temos a torcer para que ele nos infecte: um vírus que faça imaginar uma sociedade alternativa, uma sociedade que vá além do Estado- nação e se realize na forma da solidariedade global e da cooperação", escreve Zizek, de acordo com a tradução de Araújo. 

O chanceler também faz críticas à Organização Mundial da Saúde (OMS), afirmando que ela serve para a "causa da desnacionalização, um dos pressupostos do comunismo". 

"Transferir poderes nacionais à OMS, sob o pretexto (jamais comprovado!) de que um organismo internacional centralizado é mais eficiente para lidar com os problemas do que os países agindo individualmente, é apenas o primeiro passo na construção da solidariedade comunista planetária", diz Araújo. 

'Parasita do parasita'

Na tradução do diplomata, o filósofo esloveno defende "algum tipo de organização global que possa controlar e regular a economia, como também que possa limitar a soberania dos Estados nacionais quando seja necessário", e diz ainda que uma "resposta coordenada em escala global, uma nova forma daquilo que em outro momento se chamava comunismo."

Ao final de seu artigo, o chanceler cita de novo o "comunavírus", que para ele seria um "parasita do parasita". 

"Diante disso precisamos lutar pela saúde do corpo e pela saúde do espírito humano, contra o coronavírus mas também contra o comunavírus, que tenta aproveitar a oportunidade destrutiva aberta pelo primeiro, um parasita do parasita", diz Araújo.
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