Apontada 'estranheza' do novo coronavírus

© REUTERS / Evgenia NovozheninaMulher realizando teste da COVID-19 em Moscou (foto de arquivo)
Mulher realizando teste da COVID-19 em Moscou (foto de arquivo) - Sputnik Brasil
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Incomum e indesejável combinação de patogenia e propagação da forma assintomática do coronavírus apresenta-se como fator de maior desafio da pandemia, segundo cientista russo.

Entre os vírus assintomáticos, cuja presença no organismo pode não apresentar sintomas, aparecem os coronavírus respiratórios, dos quais todas as pessoas adoecem, mas ninguém os percebem.

Durante o programa de televisão "Noite de Domingo com Vladimir Solovyev", do canal Rossiya 1, o professor da Academia de Ciências da Rússia, Aleksandr Lukashev, afirmou que o ebola, diferentemente do coronavírus, é muito patogênico e rapidamente dá para saber quem morreu dele.

"Até agora não sabemos quantas pessoas têm esse vírus [coronavírus] na forma assintomática [...] Mesmo assim, nós temos casos muito críticos e letais", apontou a "estranheza" do vírus o acadêmico.

Desta forma, como o coronavírus irá atuar no corpo da pessoa que o contraiu é algo imprevisível, tendo em vista seus diferentes níveis de agressividade no organismo.

Para Lukashev, o vírus consegue tanto não apresentar sintomas em algumas pessoas, como levar outras a um estado crítico "muito bem".

Pandemia

Ainda em março, a Organização Mundial da Saúde (OMS) havia declarado o surto de coronavírus no mundo como uma pandemia.

Atualmente, mais de dois milhões de pessoas já foram infectadas, sendo que mais de 166 mil vieram a falecer.

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