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Por carta, 20 governadores apoiam Maia e Alcolumbre diante de críticas de Bolsonaro

© Foto / Fabio Rodrigues Pozzebom/Ag.BrasilPlenário da Câmara dos Deputados durante votação em primeiro turno da reforma da Previdência, em 10 de julho de 2019
Plenário da Câmara dos Deputados durante votação em primeiro turno da reforma da Previdência, em 10 de julho de 2019 - Sputnik Brasil
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Por meio de carta, 20 dos 27 governadores do país expressaram apoio aos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Davi Alcolumbre, e contestaram críticas de Jair Bolsonaro aos dois.

O documento diz que o "Fórum Nacional de Governadores" está ao lado de Maia e Alcolumbre "diante das declarações do presidente da República, Jair Bolsonaro, sobre a postura dos dois líderes do Parlamento brasileiro, afrontando princípios democráticos que fundamentam nossa nação". 

Na quinta-feira (16), dia em que Bolsonaro demitiu Luiz Henrique Mandetta do cargo de ministro da Saúde, Bolsonaro deu entrevista à rede CNN Brasil criticando por várias vezes Rodrigo Maia. O chefe de Estado disse que a atuação do parlamentar era "péssima" e parecia que tinha a intenção de "tirar" Bolsonaro do "governo". 

Neste domingo (19), Bolsonaro participou de ato em Brasília pedindo o fim do isolamento social para combater a disseminação do coronavírus, mas que também defendia pautas como uma intervenção militar e o fechamento do Congresso. 

Em 15 de março, início da crise da epidemia no Brasil, o presidente também participou de ato contra a Câmara e o Senado. Após críticas de Maia e Alcolumbre, ele disse que os dois deveriam "ir às ruas" para ver como seriam "recebidos". 

'Atenção às necessidades dos estados e municípios'

A carta assinada pelos governadores elogia o "empenho" dos presidentes da Câmara e do Senado na crise do coronavírus. 

"Nesse momento em que o mundo vive uma das suas maiores crises, temos testemunhado o empenho com que os presidentes do Senado e da Câmara têm se conduzido, dedicando especial atenção às necessidades dos estados, do Distrito Federal e dos municípios brasileiros", afirma o comunicado. 

O Congresso tem discutido maneiras de minimizar os efeitos econômicos da crise provocada pela COVID-19, por exemplo prestando socorro financeiro a estados e municípios, medida criticada por Bolsonaro.

O documento diz ainda que as ações diante da epidemia são pautadas pela "ciência" e "orientações de profissionais da saúde". 

"Nossa ação nos estados, no Distrito Federal e nos municípios tem sido pautada pelos indicativos da ciência, por orientações de profissionais da saúde e pela experiência de países que já enfrentaram etapas mais duras da pandemia, buscando, neste caso, evitar escolhas malsucedidas e seguir as exitosas", afirma a carta. 

Governadores defendem ações de 'salvaguarda da população'

Além disso, o comunicado diz que não existem "conflitos inconciliáveis" entre proteger a população e a economia. 

"Não julgamos haver conflitos inconciliáveis entre a salvaguarda da saúde da população e a proteção da economia nacional, ainda que os momentos para agir mais diretamente em defesa de uma e de outra possam ser distintos", afirma a carta. 

O documento é assinado pelo governador de Alagoas, Renan Filho; do Amapá, Waldez Goés; da Bahia, Rui Costa; do Ceará, Camilo Santana; do Espírito Santo, Renato Casagrande; de Goiás, Ronaldo Caiado; do Maranhão, Flávio Dino; do Mato Grosso, Mauro Mendes; do Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja; do Pará, Helder Barbalho; da Paraíba, Paulo Câmara; de Pernambuco, Wellington Dias; do Rio de Janeiro, Wilson Witzel; do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra; do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite; de Santa Catarina, Carlos Moisés; de São Paulo, João Doria; de Sergipe, Belivaldo Chagas; e do Tocantins, Mauro Carlesse. 

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