Especialista chinês prevê 2ª onda de COVID-19 no mundo

© REUTERS / China DailyChineses usando máscaras protetoras olham anúncios de vagas em emprego, na província de Shandong, na China, 8 de abril de 2020
Chineses usando máscaras protetoras olham anúncios de vagas em emprego, na província de Shandong, na China, 8 de abril de 2020 - Sputnik Brasil
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Para o médico que está liderando o combate contra o novo coronavírus em Xangai, na China, dentro de cerca de meio ano o mundo será confrontado com uma segunda onda do SARS-CoV-2.

Zhang Wenhong, diretor do departamento de doenças infecciosas do Hospital Huashan, em Xangai, afirmou ao portal de notícias Caixin que a presente pandemia só será debelada daqui a alguns meses.

Nova onda

O médico alertou para o fato de uma segunda onda da doença COVID-19, provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, poder começar dentro de meio ano.

Porém, graças à experiência até agora acumulada, sobretudo no campo do diagnóstico, o especialista prevê que este segundo surto da doença não seja tão grave quanto o atual.

Zhang referiu ainda que a Europa e os Estados Unidos estão prestes a atingir seu pico e a achatar a curva em termos de infecções, mas alerta "que os surtos só agora começaram em outras partes do mundo. Levando isso em consideração, a pandemia poderia ser contida em três ou quatro meses".

"A nova onda pode começar no final do outono. Um novo surto da pandemia internacional é muito provável", acrescentou o especialista.

Pandemia em números

Zhang destaca ainda o fato de novos surtos estarem ocorrendo em países com recursos médicos insuficientes e com economias pouco desenvolvidas, sobretudo na África, América do Sul e Índia. Para o especialista, estas circunstâncias trazem incertezas à luta global contra a pandemia.

O número total de pessoas infectadas com SARS-CoV-2 no mundo atingiu 1.934.583 e o de mortes 120.883, de acordo com os últimos dados divulgados hoje (14) pela Universidade Johns Hopkins.

Na América Latina, o Brasil continua a ser o país com maior número de infecções, com 23.723 casos confirmados, seguido pelo Peru, Equador e Chile.

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