COVID-19: Trump crê que as próximas semanas serão 'difíceis' para os EUA

© REUTERS / Alexandre DragoPresidente dos EUA, Donald Trump, durante coletiva de imprensa na Casa Branca, em Washington, 29 de março de 2020
Presidente dos EUA, Donald Trump, durante coletiva de imprensa na Casa Branca, em Washington, 29 de março de 2020 - Sputnik Brasil
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O presidente dos EUA, Donald Trump, disse em uma coletiva de imprensa na Casa Branca neste sábado que o número de mortes pela COVID-19 aumentaria nesta e na próxima semana no país, um dos mais atingidos pela pandemia.
"Esta será provavelmente a semana mais difícil, entre esta semana e a próxima, e haverá muitas mortes, infelizmente. Mas muito menos mortes do que se isto não fosse feito, mas haverá morte", declarou Trump a repórteres. "Estamos chegando a um tempo que vai ser muito horrível, provavelmente um tempo como nunca vimos neste país".

Para ajudar os estados a lidar com o avanço do novo coronavírus em solo estadunidense, Trump revelou que milhares de militares seriam enviados para ajudar nos trabalhos das autoridades.

"Vamos adicionar uma quantidade enorme de militares para ajudar", comentou Trump. Ele acrescentou que 1 mil militares estão sendo enviados para a cidade de Nova York – o grande epicentro nos EUA –, incluindo médicos e enfermeiros militares.

Segundo a Universidade Johns Hopkins, mais de 301.000 pessoas testaram positivo para COVID-19 nos Estados Unidos, com mais de 8.000 casos fatais. Por outro lado, mais de 14.000 pacientes se recuperaram.

© REUTERS / Andrew KellyUm homem com máscara e um médico durante o surto de coronavírus em Nova York, EUA
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Um homem com máscara e um médico durante o surto de coronavírus em Nova York, EUA

Críticas à OPEP

O presidente norte-americano ainda falou sobre a possibilidade de impor tarifas sobre as importações de petróleo ao criticar os planos de outros grandes produtores mundiais de cortar a produção, sugerindo que os Estados Unidos não se juntarão a eles.

"Isso vai prejudicar muitos empregos em nosso país, esse preço", pontuou Trump. "Se eu tiver que impor tarifas [...] farei o que for preciso".

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), liderada pela Arábia Saudita, e seus aliados estão trabalhando em um acordo para um corte de produção de petróleo sem precedentes equivalente a cerca de 10% da oferta mundial, no que eles esperavam que fosse um esforço global, incluindo os EUA.

A Casa Branca, no entanto, não assumiu esse compromisso depois de uma reunião de sexta-feira com empresas de petróleo.

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