Epidemiologista prevê 2ª onda do surto de coronavírus na China

© REUTERS / Aly SongPessoas usando máscaras protetoras caminham nas ruas em meio a surto do novo coronavírus, em Xangai, China, 4 de março de 2020
Pessoas usando máscaras protetoras caminham nas ruas em meio a surto do novo coronavírus, em Xangai, China, 4 de março de 2020 - Sputnik Brasil
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As medidas tomadas pelas autoridades chinesas para combater a COVID-19 já deram resultados, mas há algo que pode levar a uma segunda onda de epidemia do coronavírus no país, explica especialista.

Devido à diminuição no número de novas infecções, as atividades estão gradualmente voltando ao normal e é isso que pode fazer com que as coisas voltem a piorar, segundo Ben Cowling, chefe do Departamento de Epidemiologia e Bioestatística da Universidade de Hong Kong.

Após 20 de janeiro, as autoridades chinesas entraram em prontidão contra a rápida disseminação do novo tipo de coronavírus e introduziram um conjunto de medidas sem precedentes para conter a epidemia, que de fato foram eficazes.

Contudo, o reinício da atividade produtiva, a reabertura de instituições de ensino, a restauração dos sistemas de transporte e a suspensão das restrições de quarentena, além de serem sinais positivos para o país, também são vistos como riscos para a população.

Medidas antiepidêmicas

"A China já conteve a primeira onda [da nova epidemia de coronavírus] em seu território no início de março. Estou preocupado que quando eles retomarem suas atividades normais, haverá uma segunda onda", disse Cowling.

Em meio a uma dinâmica bastante positiva na luta contra o coronavírus, as autoridades chinesas continuam implementando medidas antiepidêmicas bastante rigorosas em todo o país.

© REUTERS / Heo RanCrianças usando máscaras para evitar contato com novo coronavírus, ao sul da zona desmilitarizada que separa as duas Coreias, 8 de fevereiro de 2020
Epidemiologista prevê 2ª onda do surto de coronavírus na China - Sputnik Brasil
Crianças usando máscaras para evitar contato com novo coronavírus, ao sul da zona desmilitarizada que separa as duas Coreias, 8 de fevereiro de 2020

O epidemiologista comenta que ainda não é hora de dizer que o perigo principal já passou, pois "ainda não há evidências de que as características do vírus tenham mudado, seja em termos de transmissão, seja em termos da gravidade da infecção".

Segundo os últimos dados, o número de infectados na China continental ultrapassou 80,4 mil pessoas, com mais de 3 mil mortes registradas.

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