General americano: redução de tropas na África pode deixar 'vazio' para China e Rússia

© AP Photo / Ali Abdul HassanGeneral Stephen Townsend, chefe do Comando dos EUA para a África (AFRICOM)
General Stephen Townsend, chefe do Comando dos EUA para a África (AFRICOM) - Sputnik Brasil
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O general Stephen Townsend, chefe do Comando dos EUA para a África (AFRICOM), declarou que a presença das forças militares americanas em território africano tem importância estratégica à segurança nacional do país.

Durante audiência na comissão de serviços armados do Senado americano, Townsend também apelou ao Departamento de Defesa para se preocupar mais com a África.

"Acho que no passado talvez podíamos ter prestado menos atenção na África, e estaria tudo bem para [Estados Unidos da] América. Não acredito que esse seja o caso para o futuro", declarou o general americano.

De acordo com Townsend, há aproximadamente 5.000 soldados americanos na África, juntamente com cerca de mil civis e empreiteiros do Pentágono, advertindo que uma redução dessas forças deixaria potencialmente um "vazio" para a influência chinesa e russa no continente.

Presença militar dos EUA na África

"Se os EUA se afastarem muito da África, a China e a Rússia preencherão o vazio em nosso detrimento. Organizações extremistas violentas serão capazes de crescer descontroladamente, algumas acabarão ameaçando a pátria, e perderemos oportunidades de aumentar o comércio e os investimentos com algumas das economias de crescimento mais rápido do mundo", destacou.

O general americano argumentou que a "influência mercenária russa", o investimento chinês e grupos terroristas na África como Daesh, Al-Qaeda (organizações terroristas proibidas na Rússia e em outros países) e Al-Shabaab são todas razões que tornam a presença militar dos EUA na África uma necessidade.

© AFP 2022 / SEYLLOUGeneral americano Donald C. Bolduc entre militares africanos (foto de arquivo)
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General americano Donald C. Bolduc entre militares africanos (foto de arquivo)

Mark Esper, secretário de Defesa dos EUA, disse que a revisão dos comandos de combate dos militares pelo seu departamento pode não causar necessariamente a uma redução dos níveis das tropas, mas pode levar a que as tropas se afastem das operações antiterroristas.

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