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Comércio externo do Brasil não deve ser pautado por uma agenda ideológica, diz especialista

© Sputnik / ArquivoBandeiras dos países membros do BRICS (imagem de arquivo)
Bandeiras dos países membros do BRICS (imagem de arquivo) - Sputnik Brasil
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Ao mesmo tempo em que as relações do governo de Jair Bolsonaro com a Argentina se deterioram desde a eleição de Alberto Fernández, o Brasil busca uma aproximação comercial com a Índia.

O presidente Jair Bolsonaro viajará na próxima semana para a Índia, com quem, de acordo com Ministério da Economia, o Brasil pretende aumentar o comércio de US$ 7 bilhões para US$ 25 bilhões.

O professor de economia da Universidade Federal Fluminense, André Nassif, em entrevista à Sputnik Brasil, declarou que uma aproximação comercial com a Índia é positiva, mas que não seja em detrimento à relação com os países vizinhos.

"O Brasil e a Índia são países em desenvolvimento, embora nas últimas duas décadas a Índia tenha definido uma estratégia, combinando desenvolvimento tecnológico com equilíbrio macroeconômico, muito mais clara e definida do que o Brasil. O Brasil infelizmente nas últimas duas décadas vem se pautando por uma agenda muito 'curtoprazista', isso independentemente de governo Bolsonaro ou não", observou.

"Eu tenho a impressão de que a estratégia de comércio do Brasil não deva ser pautada por uma agenda de esquerda ou de direita, mas por uma agenda que seja comprometida com o desenvolvimento econômico e social do país", acrescentou Nassif.

De acordo com ele, a melhor opção para os países em desenvolvimento deveria ser privilegiar o multilateralismo do ponto de vista global e uma aproximação com os países em desenvolvimento.

"Efetivamente o que a gente exporta para a Argentina são produtos manufaturados, muito mais do que commodities, ao passo que a maior parte das nossas importações da Argentina são produtos agropecuários. Então eu acho que o Brasil não deveria abrir mão de um 'share' [compartilhamento] de comércio externo", afirmou.

O especialista disse ainda que é muito mais interessante aos países em desenvolvimento fazer acordo de livre comércio com países em desenvolvimento, ou seja, com países que o nível de renda per capita é mais similar do que com países desenvolvidos.

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