EUA avaliam inadequadamente capacidades da China como rival estratégico, diz analista chinês

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Os EUA e a China estão "à beira de uma Guerra Fria", o conflito poderia ser pior do que a 1ª Guerra Mundial se se deixar correr sem restrições, avisou Henry Kissinger. Um analista chinês comenta a declaração.

Durante uma palestra em Pequim, o ex-secretário do Estado dos EUA Henry Kissinger fez uma declaração sobre as consequências das tensões entre a China e os EUA. Segundo Kissinger, as negociações comerciais são só uma parte de uma grande discussão sobre a restruturação das relações entre os dois países.

A retórica dos EUA relativamente à China mudou de forma drástica ultimamente, disse à Sputnik o diretor do Centro de Estudos de Relações Internacionais da Universidade de Nanquim, Zhu Feng. Se antes os Estados Unidos estavam decididos a cooperar com Pequim, agora se trata de como frenar o desenvolvimento da China. Por alguma razão, os Estados Unidos avaliam mal as capacidades da China como seu rival estratégico, afirma o especialista chinês.

"Creio que os Estados Unidos, especialmente a Administração Trump, deveriam avaliar corretamente as capacidades da China e desenvolver políticas adequadas", afirma Zhu Feng.

"Washington vê a China como uma força que igualou, ou inclusive supera os Estados Unidos. Mas na realidade, os EUA continuam sendo superior à China em muitas áreas, pelo que os Estados Unidos não são realistas em suas avaliações da China. A reação demasiado ativa dos EUA leva ao fato de que entendem as relações com a China exclusivamente de maneira negativa", explica Zhu Feng.

O especialista considera como pouco provável uma transformação completa da atitude dos Estados Unidos perante a China.

"Os EUA ainda necessitam compreender que a concorrência estratégica em grande escala com a China prejudicará não só os Estados Unidos e as relações bilaterais, mas também colocará em perigo a estabilidade e a prosperidade do mundo inteiro", afirmou Zhu Feng.

Especialista chinês pensa que "não há necessidade de exagerar as vantagens chinesas". Segundo ele, é necessário "avaliar adequadamente as relações de concorrência sino-estadunidenses".

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