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Parlamentares do PSL dizem que Bolsonaro vai deixar partido e criar nova sigla

© AP Photo / Eraldo PeresPresidente do Brasil, Jair Bolsonaro, durante o discurso no Palácio do Planalto, 1º de agosto de 2019
Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, durante o discurso no Palácio do Planalto, 1º de agosto de 2019  - Sputnik Brasil
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Um grupo de deputados do PSL, após reunião com Jair Bolsonaro no Palácio do Planalto nesta terça-feira (12), afirmou que o presidente tomou a decisão de deixar o partido e criar uma nova legenda, que deve se chamar Aliança pelo Brasil.

A comitiva era composta por Daniel Silveira (PSL-RJ), Bia Kicis (PSL-DF), Carlos Jordy (PSL-RJ), Coronel Chrisóstomo (PSL-RO) e Leo Motta (PSL-MG), segundo informações publicadas pelo portal G1. 

A relação do chefe de Estado e do partido pelo qual se elegeu está estremecida há alguns meses, desde que surgiram denúncias do uso de candidaturas laranjas em estados como Minas Gerais e Pernambuco.

Sinal de que a saída vai mesmo ocorrer é a desfiliação do senador Flávio Bolsonaro do partido, conforme publicou o jornal Extra. Ele agora deve se empenhar na formação da nova sigla. 

Bolsonaro brigou com o presidente do PSL, Luciano Bivar, e se formaram dois grupos na legenda, dos bolsonaristas, que querem acompanhar Bolsonaro para onde ele for, e dos que desejam permanecer no partido. 

Em um desdobramento da disputa, o líder do PSL na Câmara, Delegado Waldir (GO), apoiado pelos bivaristas, perdeu seu posto para Eduardo Bolsonaro (SP). Além disso, um grupo de parlamentares da sigla entrou com pedido de expulsão de membros da ala bolsonarista. 

Novo partido seria o 9º de Bolsonaro

No mês passado, o presidente chegou a falar, na porta do Palácio do Alvorada, que Bivar estaria "queimado" e disse para um apoiador "esquecer" o PSL. A saída dos parlamentares do PSL, no entanto, esbarra em questões legais, pois eles podem acabar perdendo seus mandatos. No caso de Flávio, ele não perde o cargo pois concorreu em eleição majoritária. 

Em três décadas atuando como deputado, Bolsonaro integrou sete partidos, antes de se filiar, em março de 2018, ao PSL para concorrer à presidência. 

Ao se tornar o segundo maior partido da Câmara, o PSL aumentou sua participação no fundo partidário de R$ 9,7 milhões, em 2018, para R$ 110 milhões, em 2019. Em 2020, o valor deve ficar entre R$ 400 milhões e R$ 500 milhões.

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