Arreaza denuncia experiência de guerra não convencional na Venezuela

© Sputnik / Yevgeny Odinokov / Abrir o banco de imagensJorge Arreaza, ministro das Relações Exteriores da Venezuela, durante coletiva de imprensa em Moscou, Rússia
Jorge Arreaza, ministro das Relações Exteriores da Venezuela, durante coletiva de imprensa em Moscou, Rússia - Sputnik Brasil
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A Venezuela é vítima de um experimento de guerra não convencional e de um plano de destruição econômica, denunciou o ministro venezuelano das Relações Exteriores, Jorge Arreaza, em Baku, Azerbaijão.

Falando na XVIII Cúpula de Chefes de Estado e de Governo do Movimento dos Países Não Alinhados, Arreaza insurgiu-se contra o que considera uma campanha hostil contra seu país.

"A Venezuela está vivendo um experimento de guerra não convencional que é acompanhado pelo roubo e pilhagem de bens e ativos da República. Exigimos desta tribuna o levantamento de todas as medidas coercivas unilaterais contra nosso país", disse ele citado na conta oficial no Twitter do Ministério das Relações Exteriores da Venezuela.

"Venezuela é vítima da investida do intervencionismo por parte de fatores externos em sua ânsia de propiciar uma mudança de governo e instaurar um regime servil a seus interesses", destacou Arreaza.

A Venezuela está sendo submetida a um plano de destruição econômica e financeira, através da promulgação e implementação ilegal de medidas coercivas unilaterais, um castigo coletivo ao nosso povo para quebrar sua vontade.

O ministro das Relações Exteriores também se pronunciou sobre a necessidade de haver um mundo livre.

O ministro venezuelano exigiu o levantamento das "medidas coercivas unilaterais" impostas ao país sul-americano e enfatizou a necessidade de reafirmar os princípios de "igualdade soberana, não intervenção nos assuntos internos, integridade territorial, respeito pelas culturas, religiões e respeito pelos direitos humanos".

Arreaza referiu que respeitar esses princípios é essencial para "garantir a paz e o desenvolvimento sustentável diante das tentativas de impor uma visão única no mundo em detrimento da tolerância e da convivência pacífica entre os povos".

"A paz é mais do que o direito da humanidade de viver sem sobressaltos [...] é o verdadeiro direito de nossos povos de decidir seu futuro sem medo de agressões externas que ameacem sua soberania nacional", disse ele.

O ministro venezuelano também destacou "a crise enfrentada pelo multilateralismo diante das agressões dos países ocidentais" e apelou ao seu apoio "para tornar real um mundo pacífico e próspero para toda a humanidade".

Agradecemos por toda a solidariedade e apoio do Movimento dos Países Não Alinhados (MNA) na defesa do respeito pela soberania, pela independência política e pelo direito inalienável do povo venezuelano de viver em paz.

A reunião ministerial do MNA é um evento preparatório para a XVIII Cúpula de Chefes de Estado e de Governo dessa organização internacional, a ser realizada nos dias 25 e 26 de outubro em Baku, Azerbaijão.

Durante a cúpula, espera-se que a Venezuela transfira a presidência rotativa do Movimento para o Azerbaijão.

A Venezuela vive uma crise político-econômica que se intensificou em janeiro, depois que o líder da oposição apoiado pelos Estados Unidos, Juan Guaidó, se autoproclamou presidente em exercício, algo que o governo legítimo venezuelano descreveu como uma tentativa de golpe de Estado.

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