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Petrobras decide segurar preço dos combustíveis mesmo com disparada no preço do petróleo

© Foto / Folhapress / Danilo VerpaCaminhoneiros bloqueiam o rodoanel Mário Covas, entre as rodovias Anchieta e Imigrantes, em São Paulo. (Foto: /Folhapress)
Caminhoneiros bloqueiam o rodoanel Mário Covas, entre as rodovias Anchieta e Imigrantes, em São Paulo. (Foto: /Folhapress)  - Sputnik Brasil
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Apesar do forte aumento no preço do petróleo no mercado internacional, a Petrobras decidiu não reajustar imediatamente o preço da gasolina e do diesel no Brasil.

Neste fim de semana, drones danificaram importantes centros de produção de petróleo na Arábia Saudita. O ataque diminuiu em 5% a produção mundial do produto e fez seu preço disparar em 13% na segunda-feira (16).

O jornal Folha de S. Paulo afirma que a estatal brasileira pretende não acompanhar a oscilação diária do preço do barril de petróleo em um primeiro momento, já que a alta poderá refluir nos próximos dias.

A Petrobras destacou não haver periodicidade mínima em sua política de preços, que é embasada no acompanhamento de cotações internacionais, ou seja, na paridade de importação, que simula o preço para importar combustíveis ao mercado interno.

Desde a gestão de Michel Temer (MDB), a Petrobras passou a repassar com maior frequência as alterações no preço do petróleo no mercado internacional aos combustíveis vendidos no Brasil. 

Essas frequentes alterações foram um dos motivos da greve de caminhoneiros que parou o Brasil em 2018. Neste ano, a categoria já organizou paralisação por conta da tabela de fretes.

O peso dos ataques a refinarias sauditas

No último sábado (14), refinarias da Arábia Saudita, dentre elas a maior do mundo, foram atacadas com drones, ocasionando a diminuição na produção pela metade da petroleira Aramco.

Rebeldes iemenitas houthis se responsabilizaram pelos ataques às instalações sauditas, detalhando terem usado cerca de 10 drones para incendiar as refinarias de um dos maiores países exportadores de petróleo do mundo.

Os ataques com drones a refinarias da Arábia Saudita foram responsáveis pela maior alta diária no preço do petróleo desde o fim de 2008.

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