Trump: informação sobre rede de espionagem da CIA no Irã é 'totalmente falsa'

© REUTERS / Kevin LamarquePresidente dos EUA, Donald Trump, discursa na Casa Branca em Washington, EUA, 15 de julho de 2019
Presidente dos EUA, Donald Trump, discursa na Casa Branca em Washington, EUA, 15 de julho de 2019 - Sputnik Brasil
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O presidente dos EUA, Donald Trump, rejeitou as reportagens da mídia iraniana sobre a captura de espiões da CIA, considerando a informação como "totalmente falsa".

"O relatório do Irã sobre a captura de espiões da CIA é totalmente falso. Zero verdade. Apenas mais mentiras e propaganda [tal como o seu drone abatido] lançadas por um regime religioso que está falhando gravemente e não faz ideia do que fazer. Sua economia está morta, e vai ficar muito pior. O Irã é uma bagunça total!", escreveu Trump no Twitter.

​No início desta segunda-feira (22), a mídia iraniana revelou detalhes sobre uma grande rede de espionagem cibernética dirigida pela inteligência dos EUA, dizendo que um total de 17 espiões treinados pela CIA haviam sido identificados, além de ter publicado imagens como evidências.

A declaração do líder americano se seguiu às afirmações do secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, que afirmou que, embora ele não pudesse abordar os detalhes das reivindicações da rede de espionagem, "o regime iraniano tem uma longa história de mentiras".

Mais cedo, a mídia iraniana divulgou a prévia de um documentário que alegadamente mostra como a CIA opera no país persa, além de fornecer detalhes sobre a forma como a agência de inteligência americana entrega equipamento aos agentes que operam no interior do Irã. Os meios de comunicação iranianos também divulgaram imagens dos supostos agentes da CIA que trabalhavam alegadamente com os agentes sediados no Irã.

'Rede de ciberespionagem'

Em junho, Teerã anunciou que havia desmantelado uma grande "rede de ciberespionagem" da CIA com a cooperação de outros países. O judiciário do país disse posteriormente que os militares iranianos que trabalham para a inteligência dos EUA seriam executados por traição, enquanto os outros receberiam longas penas de prisão.

As tensões entre Teerã e Washington começaram a aumentar em maio de 2018, quando Washington se retirou unilateralmente do acordo nuclear com o Irã e aplicou sanções bancárias e energéticas esmagadoras sobre o país persa.

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