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OMS decide categorizar vício por jogos um distúrbio mental (e Brasil protesta contra)

CC0 / Reprodução/Pixabay / Mario Bros, famoso personagem da Nintendo.
Mario Bros, famoso personagem da Nintendo. - Sputnik Brasil
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A 11ª edição do Manual de Diagnóstico Oficial da OMS trouxe nova redação quanto ao vício em jogos. De acordo com o novo texto, qualquer forma de jogo, seja online ou offline, se torna um distúrbio quando começa a interferir na vida diária.

Meses depois de colocar o assunto em consideração em 2018, a Organização Mundial da Saúde reconheceu oficialmente que o vício em jogar videogames pode ser considerado um distúrbio de saúde mental.

"[Um distúrbio por jogos é] caracterizado por controle deficiente sobre jogos, aumentando a prioridade dada aos jogos em detrimento de outras atividades, na medida em que o jogo tem precedência sobre outros interesses e atividades diárias (…) apesar da ocorrência de conseqüências negativas". a entrada explica.

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Além disso, o manual destaca que um distúrbio por jogo "pode ​​ser contínuo ou episódico e recorrente", e que um indivíduo precisa experimentar tal comportamento por um período de pelo menos 12 meses antes de poder ser oficialmente diagnosticado. No entanto, a OMS indica que um diagnóstico precoce pode ser dado no caso de sintomas "graves".

Para surpresa de ninguém, a indústria de videogames, que arrecadou mais de US$ 48 bilhões globalmente em 2018, não ficou entusiasmada com a decisão. Em uma declaração conjunta, órgãos da indústria de jogos da Europa, Canadá, EUA, Austrália, Nova Zelândia, Coreia do Sul, África do Sul e Brasil pediram à agência que "repensasse sua decisão".

"A OMS é uma organização estimada e sua orientação precisa ser baseada em revisões regulares, inclusivas e transparentes apoiadas por especialistas independentes", diz o comunicado. "O distúrbio por jogo não se baseia em evidências suficientemente robustas para justificar a inclusão em uma das ferramentas de definição de normas mais importantes da OMS."

Uma declaração anteriormente divulgada pela organização em setembro de 2018 explicava que a decisão de acrescentar o diagnóstico é "baseada em revisões de evidências disponíveis e reflete um consenso de especialistas de diferentes disciplinas e diferentes regiões geográficas".

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