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'Absurdo': analista comenta possível intervenção militar dos EUA na Venezuela

© Sputnik / Leo Alvarez / Abrir o banco de imagensLíder da oposição e autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, durante a manifestação em Caracas
Líder da oposição e autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, durante a manifestação em Caracas - Sputnik Brasil
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A abertura de um possível diálogo entre o governo da Venezuela e a oposição através do Grupo de Contato Internacional (GCI) é "altamente positivo" em meio à ameaça de uma intervenção militar por parte dos EUA, opina o analista venezuelano e o membro da Comissão de Assuntos Internacionais do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV, no poder), Roy Daza.

"Perante uma situação tão delicada, tão extremamente grave, no momento em que o senhor Juan Guaidó [líder da oposição venezuelana] pediu através de seu representante em Washington que o governo dos EUA intervenha militarmente de maneira direta em nosso país, resulta muito oportuno e altamente positivo que se possa, através do Grupo de Contato, iniciar um diálogo político com a oposição na Venezuela", disse à Sputnik Mundo o especialista em assuntos internacionais Roy Daza.

O grupo de contato é composto pela França, Alemanha, Itália, Holanda, Portugal, Espanha, Suécia, Reino Unido, Uruguai, Equador e Bolívia. Esses países se reuniram em fevereiro para encontrar uma saída pacífica para a crise política que a Venezuela enfrenta.

Para Roy Daza, a presença de uma representação desse grupo na Venezuela é um sinal de que o país poderia se dirigir a um diálogo político e considera que o setor da oposição que é contra um golpe de Estado, sanções econômicas ou intervenção militar, poderia estar disposto a participar.

Segundo o membro da Comissão de Assuntos Internacionais do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV, no poder), apenas um pequeno grupo está apelando para uma ação militar na Venezuela.

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"Se fizermos uma sondagem de opinião, 99,99% dos venezuelanos, sem distinções políticas, não querem uma intervenção militar, nem sanções, nem guerra civil, nem golpe de Estado", acrescentou ele.

Comentando o envio da carta por Carlos Vecchio, representante de Guaidó nos EUA, ao Comando Sul dos EUA para pedir "cooperação" sob o pretexto de reestabelecer a ordem democrática na Venezuela, o analista declarou que esse passo é "bastante contraproducente".

O especialista em assuntos internacionais sublinhou que é "absurdo e contraproducente" que se planeje lidar com os problemas venezuelanos "por meio de uma catástrofe", referindo-se à ameaça de intervenção militar dos EUA que, como alegou, continua latente.

"Isso é uma atitude política irracional, o pequeníssimo grupo de pessoas que estão solicitando hoje uma intervenção militar no país não tem nenhum direito [de o fazer]", disse ele.

Além disso, Daza sublinhou que a pouca assistência às últimas convocatórias a mobilizações realizadas pela oposição é um sinal de que mesmo os apoiadores de Guaidó estão rejeitando seus planos.

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"As últimas manifestações convocadas pelo agente dos EUA [Guaidó] não foram atendidas nem pelos setores mais radicais da oposição, porque praticamente ninguém vai às manifestações, em 30 de abril a população foi testemunha de uma situação delicada e perigosa que esse senhor protagonizou", apontou ele.

Em 30 de abril, o líder da oposição venezuelana, Juan Guaidó, que se autoproclamou presidente interino do país, lançou a chamada Operação Liberdade para retirar Nicolás Maduro do poder. Em um vídeo publicado no Twitter, Guaidó aparece ao lado de militares e do líder oposicionista Leopoldo López, que estava preso desde 2014 e foi libertado pelos rebeldes, na base aérea de La Carlota, em Caracas. Guaidó pediu uma "luta não violenta", disse ter os militares do seu lado e afirmou que "o momento é agora".

Maduro, por sua vez, afirmou que os principais comandantes militares mantêm a lealdade ao seu governo e pediu a "máxima mobilização popular para assegurar a vitória da paz".

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